Um terramoto é a desfeita de tudo…é o desmoronamento de vidas…é ouvir o rugir dos prédios e das ruas a fragmentarem-se… é escutar o ruído que esmaga os silêncios…é o derramar do medo de comunidades que querem um abrigo…é muito mais.
A Venezuela, um País já por si só arruinado por ditadores, o dos últimos quase 30 anos, Chavez e Maduro, sofreu este abalo telúrico que mais a devastou, deixando um rasto de ruínas, de mortos e de feridos, ainda a calcular.
Esses dois homens, em 3 décadas, espatifaram o País, a nível económico e social. O recente terramoto, em segundos, com uma escala elevada de ondas de choque terrenas, enterrou, ainda mais, a Venezuela.
Os homens, mesmo os que se dizem poderosos, ainda não têm mão nas forças da natureza, na dinâmica geo-terrena, na libertação de energias e na força de qualquer abalo sísmico.
A Venezuela que já estava sofredora vai ter um período de tempo – alargado – de grande dor, de comoção, de derrame de lágrimas pela perda de entes queridos e amigos, de emoções fortes e de tempos de grandes problemas, consequência do muito que se terá de fazer para repor o essencial: água e electricidade, circuitos comerciais de alimentos, cuidados de saúde e todo o sistema de segurança interna.
Olhamos as imagens, mas não conseguimos perceber, apesar dos rostos esfaqueados e arranhados pela dimensão da tragédia, entender bem o que vai no coração de cada um e o que se esconde na alma de cada ser.
Impotentes, quando longe do problema, resta-nos, no silêncio do nosso canto, olhar para o firmamento, tentando cantar palavras de mansidão para os que pereceram nos escombros do que tombou e entoar hinos, com letras de esperança, para os que escaparam e se tentam erguer. Dói tanto ouvir o murmúrio de quem sofre…
António Barreiros
PUBLICIDADE























Comentários sobre o post