Município arranca para a fase mais crítica de combate a incêndios após registar a menor área ardida da década.
O Dispositivo Municipal de Vigilância Florestal de Vila Nova de Famalicão conta este ano com o reforço de quatro novas Unidades Locais de Proteção Civil (ULPC). O anúncio foi feito esta segunda-feira de manhã, em conferência de imprensa, marcando o arranque do período de maior exigência operacional na prevenção e combate aos incêndios rurais, que decorre entre 1 de julho e 30 de setembro. As novas unidades vão atuar nas freguesias de Ribeirão, Pedome, Vale S. Martinho e na União de Freguesias de Vale S. Cosme, Telhado e Portela.
Esta nova resposta foca-se numa lógica de proximidade, sendo constituída por agentes locais capacitados para intervir rapidamente e sensibilizar a população. Durante a apresentação, o presidente da Câmara Municipal, Mário Passos — acompanhado pela vereadora da Proteção Civil, Vânia Marçal, e pelo Coordenador Municipal, Manuel Pinheiro —, sublinhou o valor estratégico destas equipas.
“As juntas de freguesia, pelo conhecimento que têm do território e das pessoas, podem ajudar na sinalização de qualquer episódio logo no seu início“, destacou o autarca.
Mário Passos recordou ainda que a segurança é uma responsabilidade coletiva, apontando a postura vigilante dos cidadãos como “determinante para continuar a reduzir o número de ocorrências”.
A implementação destas primeiras ULPC cumpre um compromisso eleitoral do executivo e surge no seguimento de um ano considerado histórico para o município. Famalicão fechou o ano transato com 24,1 hectares de área ardida, o registo mais baixo da última década. A tendência positiva mantém-se no ano corrente: desde o início do ano, contabilizaram-se 19 ignições, resultando em apenas três incêndios florestais e um total de 9,43 hectares ardidos. Segundo o edil, os resultados “não acontecem por acaso” e espelham o esforço conjunto de bombeiros, forças de segurança, proteção civil e comunidade.
Meios operacionais e limpeza de terrenos
Cada uma das novas Unidades Locais é composta por cinco voluntários. Para além deste reforço, o dispositivo para a fase crítica que agora se inicia inclui:
12 operacionais da equipa de proteção civil municipal dedicados à vigilância das florestas;
5 sapadores florestais;
3 viaturas 4×4 equipadas para primeira intervenção;
Equipamentos diversos de primeira intervenção e combate.
Em paralelo, o município tem vindo a desenvolver um trabalho contínuo na área da prevenção estrutural. Até ao momento, já foram intervencionados 45,38 hectares de faixas de gestão de combustível, realizados trabalhos em 11,4 quilómetros da rede viária florestal e assegurada a limpeza de 16,3 hectares de terrenos municipais — números que a autarquia garante que continuarão a aumentar ao longo dos próximos meses.
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