Coligação reuniu com comandos locais das forças de segurança, defendendo a valorização das carreiras e o combate às desigualdades sociais como pilares da tranquilidade pública.
A CDU de Vila Nova de Famalicão defendeu publicamente o reforço dos meios humanos e a valorização das forças de segurança no concelho, rejeitando firmemente os discursos alarmistas sobre a criminalidade local. A posição surge na sequência de um conjunto de reuniões recentes com os comandos locais da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Guarda Nacional Republicana (GNR), destinadas a acompanhar as condições de funcionamento de ambas as instituições.
Diagnóstico no terreno e valorização profissional
Os encontros permitiram à coligação recolher informação direta sobre os desafios operacionais e as principais necessidades identificadas pelos responsáveis locais. Entre as maiores preocupações partilhadas figuram as dificuldades no recrutamento e na fixação de novos efetivos, num cenário de crescente exigência das missões atribuídas.
Em comunicado, a CDU enalteceu o “profissionalismo, a dedicação e o sentido de serviço público” demonstrados diariamente pelos agentes da PSP e militares da GNR, apontando o seu trabalho como o grande pilar dos bons indicadores de segurança registados no município.
Factos versus alarmismo eleitoral
A força política fez questão de sublinhar que Vila Nova de Famalicão continua a ser reconhecido como um dos concelhos mais seguros do país, uma realidade corroborada pelos dados oficiais. Nesse sentido, a CDU critica a postura de quem procura capitalizar politicamente o sentimento de insegurança.
“A CDU entende que o debate sobre a segurança deve assentar em factos e não em perceções artificialmente ampliadas ou em discursos alarmistas. (…) Rejeitamos a instrumentalização política por parte daqueles que procuram explorar medos e inseguranças para obter ganhos eleitorais.”
Uma abordagem social da segurança
Para a coligação, a manutenção dos baixos índices de criminalidade não passa pelo alarmismo, mas sim por um investimento contínuo do Estado. A CDU preconiza medidas urgentes que incluam:
Reforço imediato dos efetivos nas esquadras e postos locais;
Valorização das carreiras e melhoria das condições remuneratórias;
Criação de incentivos atrativos para fixar profissionais na região.
A par do investimento policial, a CDU recorda que a segurança é indissociável da justiça social, exigindo políticas públicas eficazes que combatam as desigualdades e garantam o acesso digno à habitação, ao emprego com direitos, à saúde e à educação.
A estrutura partidária garantiu que continuará a intervir junto das entidades competentes para exigir o reforço dos meios humanos e materiais necessários, assegurando a tranquilidade e a qualidade de vida da população famalicense.
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