Socialistas afirmam que o mau estado das vias impediu a passagem dos bombeiros e recordam que o presidente da autarquia, Mário Passos, foi alertado para o problema há três anos.
O Partido Socialista (PS) de Vila Nova de Famalicão responsabilizou publicamente a Câmara Municipal, liderada por Mário Passos, pelo estado de abandono e degradação dos caminhos florestais do concelho. De acordo com os socialistas, a falta de manutenção destas vias comprometeu de forma crítica o combate ao grande incêndio que fustigou a freguesia de Vermoim há cerca de duas semanas, dificultando a intervenção das corporações de bombeiros no terreno.
O partido sublinha que esta situação não é nova. Há cerca de três anos, os socialistas realizaram uma vistoria em veículo todo-o-terreno pelos caminhos florestais do concelho, tendo recolhido imagens que comprovavam a intransitabilidade das vias. Na altura, as conclusões e as provas visuais foram apresentadas pessoalmente ao presidente da Câmara Municipal. Para o PS, a persistência do problema três anos após o alerta inicial configura uma situação de “negligência total” e revela uma “desastrosa falta de planeamento” por parte do executivo camarário.
Segundo os relatos recolhidos pelo PS junto dos operacionais das corporações de bombeiros que combateram o fogo em Vermoim, a circulação de viaturas pesadas de combate a incêndios foi descrita como “de todo impossível” em vários pontos da rede florestal. O bloqueio destas acessibilidades impediu que os operacionais pudessem atuar com a rapidez e eficácia necessárias para conter as chamas.
O confronto político direto ocorreu na última reunião de Câmara, onde os vereadores do PS questionaram diretamente Mário Passos sobre a ausência de intervenção municipal e as respetivas consequências no combate ao sinistro.
Em comunicado, o PS de Vila Nova de Famalicão exige agora uma intervenção urgente de recuperação da rede viária florestal, defendendo que o trabalho dos bombeiros não pode continuar a ser “boicotado” pela falta de manutenção das vias, cuja responsabilidade é exclusivamente da autarquia. “A segurança dos famalicenses e da nossa floresta não pode esperar mais três anos“, conclui o partido.
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