Como jornalista tento manter a equidistância possível e necessária para, com imparcialidade, analisar e opinar sobre temas da actualidade e que mexam com a comunidade e/ou o País.
A situação que o Município de V.N. de Famalicão tem vivido, com o principal protagonista o seu Presidente, Mário Passos, a ser visado, acaba por mexer com a vida Local, regional e nacional. O caso agita, abana, cria fricções, liberta energias negativas e acaba por desgastar o exercício de missão do autarca. Acaba, também, por acercar a oposição. Oposição que verte para essa problemática azedos de boca, promovendo picardias e deixando interrogações legítimas…
As posições que o Chefe da municipalidade, aqui e ali, sobre este ou aquele tema, assume sem se preocupar com o exercício do diálogo, acaba por lhe colar uma imagem que não se coaduna com este nosso tempo e não se pode aprovar.
Mas não poderei deixar de registar o facto de, com desagrado e desgravo, apesar de não ser político e de não apadrinhar nenhum partido do nosso espectro nacional, a Concelhia do PSD, a que pertence Mário Passos, lhe tenha puxado as orelhas. Mais: tenha vindo a público retirar-lhe a “confiança política”.
Não faz sentido. Fica mal a uma estrutura local do PSD vir a terreiro subscrever essa posição, tendo-a deixado escapar pelo buraco da fechadura da sala em que tudo foi arquitectado…Anoto que alguma da comunicação social famalicense não soube, como lhe devia ser caro, guardar segredo até que essa Comissão viesse a público informar a sua tomada de posição. Nessa comunicação social não se pode confiar, porque se deixa contaminar pela “caxa” da notícia, em vez de ter como bandeira superior, saber ouvir e resguardar o que lhe foi confiado para transmitir essa “nova” no seu devido tempo. Este espalhafato contamina e baralha.
Mário Passos, que não tem andado bem e tem estado, como bastas vezes temos ouvido à boca cheia, nos corredores, nos mentideiros, nas salas e em convívios de amigos, mal assessorado…não merecia, sem diálogo entre as partes (a tal Comissão e a sua pessoa) esta sua expurga partidária. Não me parece correcto e ético a definição “perda de confiança política”. Cometeu algum crime? Desviou verbas municipais? Tem algum inquérito por má gestão, em curso? Dá-me ideia que – não pretendo levantar poeiras – nas hostes dos social-democratas famalicenses há invejas ou casos mal resolvidos. Uma nota: não sou fã de Mário Passos, mas tenho de ser justo e olhar esta situação com a noção do rigor. Há espalhafatos que aproveitam certas turmas. A coligação PSD/CDS famalicense não precisa deste tipo de arrufos.
António Barreiros
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