A iniciativa arranca a 24 de setembro no “Espaço Memória” do Crédito Agrícola do Médio Ave e contará com 10 sessões dedicadas ao impacto das alterações demográficas.
A associação famalicense Casa da Memória Viva (CMV) vai promover, a partir do próximo dia 24 de setembro, o ciclo de tertúlias “Conversas da Famalicidade”, dedicado ao debate sobre o declínio demográfico e aos seus impactos na vida das pessoas, famílias e comunidades. A primeira de 10 sessões realiza-se às 18h00 no “Espaço Memória” da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Médio Ave, em Vila Nova de Famalicão, subordinada ao tema “Longevidade ou a arte de ser adulto há mais tempo”.
A sessão de abertura contará com a intervenção de Joana Ferreira, enfermeira especialista em saúde do idoso e geriatria, e de Sandra Campos, gerontóloga social e coordenadora da Rede de Academias Seniores do Município de Famalicão. Com a duração de cerca de duas horas, o encontro dividirá o tempo entre a partilha da experiência das especialistas sobre envelhecimento saudável e um espaço final de debate aberto à participação do público.
De acordo com o presidente da direção da CMV, Carlos de Sousa, o objetivo da interação com a assistência é permitir «a apresentação de sugestões práticas e de recomendações a ter em conta na elaboração de uma estratégia pessoal tendente à promoção da qualidade de vida dos seniores famalicenses e ao fortalecimento das redes de apoio locais».
O ciclo “Conversas da Famalicidade” abordará temas estruturados em três eixos centrais: memória e identidade, demografia e longevidade, e desafios societais e comunidade. O programa prevê sessões mensais até julho de 2027 (com pausa no mês de dezembro).
Entre as próximas tertúlias já agendadas para 2026, destacam-se:
29 de outubro: “Identidade, Património e Tradições: será que temos alguma fortuna no sótão?”
26 de novembro: “Demências e obesidade: as outras pandemias”
28 de janeiro (2027): “Diálogo e cooperação intergeracional num território aberto ao mundo”
Carlos de Sousa sublinha a necessidade desta discussão a nível local, destacando que “em Famalicão, infelizmente, não tem havido um debate informado que mobilize as pessoas, envolva os decisores institucionais e seja fator de ponderação por parte de empresas, agentes sociais, organizações sem fins lucrativos e famílias sobre os impactos mais gravosos do declínio demográfico”. A associação pretende assim contribuir para a sensibilização da comunidade com o contributo de diversos profissionais e especialistas.
Criada em maio de 2019, a Casa da Memória Viva tem como missão a salvaguarda e valorização da memória comunitária de Vila Nova de Famalicão, focando-se também na prevenção e capacitação de cuidadores e famílias de pessoas com demência e défice cognitivo.
O ciclo “Conversas da Famalicidade” conta com o apoio do Município de Famalicão, da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Médio Ave e das empresas famalicenses Bluesteel e Farmácia de Gavião.
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