Recomendação da Comissão de Cultura e Educação, copilotada pelo eurodeputado português Hélder Sousa Silva, aponta a habitação, a saúde mental e a educação como prioridades centrais para a próxima estratégia pós-2027.
O Parlamento Europeu recomendou esta semana à Comissão Europeia e aos Estados-Membros a integração ativa e sistemática das perspetivas dos jovens em todas as fases de elaboração das políticas comunitárias. A posição integra o relatório de iniciativa da Comissão da Cultura e da Educação (CULT) sobre a implementação da Estratégia da UE para a Juventude 2019-2027, no qual o eurodeputado português Hélder Sousa Silva (PPE) atuou como relator-sombra.
A iniciativa parlamentar defende uma mudança estrutural na representação das novas gerações, garantindo que a consulta aos jovens passe a ser obrigatória e aplicada de forma equitativa nos 27 Estados-Membros, corrigindo as assimetrias atuais. Segundo Hélder Sousa Silva, coordenador do Partido Popular Europeu na Comissão CULT, “os jovens devem ter uma voz mais ativa no presente, para poderem decidir as políticas que irão moldar o seu futuro”.
Prioridades: Habitação, Emprego e Saúde Mental
A avaliação do impacto da atual estratégia (2019-2027) levou os eurodeputados a identificar a necessidade urgente de atualizar os Objetivos Europeus para a Juventude face às transformações sociais do presente. O desemprego estrutural jovem e a crise da habitação foram assinalados como prioridades críticas a integrar na próxima estratégia da UE.
Além do acesso à habitação e ao mercado de trabalho, o Parlamento Europeu insta as instituições a darem resposta a matérias como:
Saúde Mental e Bem-Estar: Reforço do apoio psicológico e social.
Capacitação Cívica e Digital: Promoção da participação democrática, empreendedorismo e literacia para os meios de comunicação social.
Cultura e Artes: Valorização da criação artística e do acesso à cultura.
“À medida que o mundo e a sociedade avançam, os jovens ganham outras dinâmicas, pelo que é necessário um diálogo permanente para que as políticas europeias reflitam as reais preocupações e estejam atualizadas relativamente a estas“, sublinhou o eurodeputado.
O setor da educação assume papel central no documento aprovado pela Comissão CULT. Os eurodeputados solicitam um aumento substancial do investimento público na formação de qualidade, abrangendo com particular incidência o Ensino e Formação Profissional (EFP).
Para responder à escassez generalizada de professores qualificados no espaço europeu, o relatório defende a melhoria das condições de trabalho e o aumento da atratividade da carreira docente. No plano do ensino superior, o documento reitera o apoio ao desenvolvimento de um verdadeiro diploma europeu, com vista a consolidar a atratividade internacional das universidades da União Europeia.
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