Temos um discurso recorrente sobre a imposição europeia quanto a África e à sua divisão.
Tenho vindo a investigar, ressaltando – vou ter um coro de insultos, mas não me vergo a esses blasfemos que empestam os corredores da pseudo-intelectualidade – que o tribalismo, forma de vida reinante na África quando os europeus chegaram, já promovia a escravatura, era símbolo do poder de certos reinos, criara dialectos (sem escrita) para o desentendimento dos povos, promovera a guerra para conquistar terras mas, e mais importante do que isso, para recrutar à força homens para os seus contingentes militares.
A África, passados os tempos da presença europeia, continua igual a si própria, cavernosa de tribalismos. São estes que, no passado recente e no presente, estão ancorados nos partidos dos actuais governos. Foco-me em três ou quatro exemplos. Moçambique e Angola está dividido, de alto a baixo, isto é, de sul para norte, por tribos que nem se entendem e são inimigas, tendo conhecido a sua identidade e unidade nacional, por força da língua portuguesa. Não fora isso e, quanto a mim, um e outro País já se tinham desmembrado, correndo esse risco, ainda hoje, por força dos interesses dos governantes, dos grandes senhores das negociatas, dos que fomentam a corrupção e dos que, na sombra, se dedicam a transaccionar favores e promover raptos, tráfico de drogas e a criminalidade.
A África do Sul, a dos Zulus, é um mosaico de tribos que têm esfacelado, ultimamente, a Nação, conduzindo-a a um território repleto de criminalidade, esvaziamento social, pobreza e a uma economia agonizante. O Burkina Faso, com o marxista-militar Traoré, começa a descambar para o pior, apesar de, nas redes sociais, se ler o contrário, porque os seus apoiantes estão a idolatrá-lo. Mas esse africano, não o podemos esquecer, pertence à dinastia Traraoré, a qual foi islamizada, governando o reino de Quenedugu (1825-1898), espalhado pelos actuais Mali, Burquina Faso e Costa do Marfim. Portanto, essa tribo estendeu os seus tentáculos a várias regiões.
Concluindo: o tribalismo africano foi e continua a ser um factor de divisão desse Continente, pese o que se diga e se escreva. Aliás, a miséria e a fome reinante, apesar da riqueza vigente, revela o que acabo de assinalar, de forma resumida. Os senhores poderosos têm nas mãos as negociatas, enriquecendo…e os povos chafurdam na miséria a que foram votados. Grave: não existirem políticas promotoras do desenvolvimento e da recuperação de infra-estruturas legadas por quem esteve, de enorme importância para a vida do País e das pessoas. Refundem os Países com Governos de Salvação Nacional.
António Barreiros
PUBLICIDADE
























Comentários sobre o post