A fazer fé pelo segundo dia da Presidência da República de António J. Seguro, vamos ter um Chefe de Estado com uma nova atitude e um outro estilo, mais interventivo, mas menos palavroso.
Marcelo exibia-se demais, falava pelos cotovelos, comentava de forma expositiva como o fizera na TVI e adorava tirar selfies, beijar e abraçar. Na gaveta ficava o que lhe estava resguardado como Magistrado maior da Nação, a sua postura de influenciar e de deixar “bocas” ao Executivo governativo quanto a aspectos sensíveis e a temas que se tomavam de preocupação ou de crítica por parte dos cidadãos.
Na aldeia de Mourísia-Arganil, no interior profundo, onde só habitam umas 10 pessoas, Seguro deixou claro ao que vem e o que pretende fazer. Ele afirmou que não vai esquecer o País real, o que luta, que sofre, mas que é “determinado, rijo e corajoso”. E sobre os incêndios do Verão do ano passado, precisou: “o Sr. Presidente da Câmara acabou de me informou que há, ainda, apoios por concretizar (…) e só no concelho de Arganil em cerca de 4 milhões de euros”. Aproveitando, clarificou: “o meu apelo é que haja menos expectativas, mais apoios; menos palavras, mais actos”. Concluiu com uma espécie de “puxão de orelhas” ao governo: “Em Agosto houve eleições, o Parlamento aprovou uma lei para criar uma Comissão técnico-independente. Essa lei entrou em vigor em Janeiro. Estamos em Março e essa Comissão não tem, ainda, todos os membros, que são doze, para poder começar a funcionar. Dentro de poucos meses temos novamente o Verão, uma época potencial de incêndios. Ora, aqui está um exemplo do que não pode acontecer no nosso País”. Uma tónica que já revela como vai ser o seu guião Presidencial: mais exigente, mais certeiro e mais focado em mudar o sentido de se cumprir Portugal.
Seria de todo importante que assim fosse, mesmo que a “contribuição” de Seguro, no universo da Nação, seja limitada do ponto de vista legislativo e institucional, dadas as limitações dos seus poderes. Mas a sua voz pode e deve ser escutada para se procederem a alterações, se dar caminho aos anseios dos portugueses e para se abanarem estruturas que teimam carimbar a sua funcionalidade como burocrática. Temos Presidente…se o estilo fôr o que ontem todos vimos e ouvimos. Para ser um “corta fitas” já tivémos o do Estado Novo e o último que saiu, agora.
Texto de: António Barreiros
PUBLICIDADE






















Comentários sobre o post