Mais do que as minhas letras possam descrever, o vídeo que me chegou, de Moçambique, merece umas notas.
Dizer que, durante os últimos 50 anos sobre a independência, o governo do partido Frelimo, deixou despedaçar a maioria das infra-estruturas, de todos os sectores, num atentado ao património público.
Essa má política, de administração dos bens do Estado, teve e está a ter repercussões péssimas, o que se avalia pelo vídeo que publicamos, proveniente de Moçambique. As imagens ilustram bem o estado a que se chegou, neste caso particular, a esmagadora maioria dos estabelecimentos de ensino do País. Escolas que, sabendo-se que mais de 80% são do tempo da presença dos portugueses, deveriam ter merecido intervenção, no espaço conveniente, para introduzir obras de conservação, manutenção e benfeitorias.
O que observa é consequência do desleixo e do não te rales. É uma vergonha vergonha que verte na incapacidade de projectar, de planificar e de se lançarem políticas de desenvolvimento colectivo, social e de outros vectores.
Uma escola, na sua generalidade, que descamba para as imagens que este vídeo transmite revela que o sector está no ponto zero, mostra-se derrotado no seu objecto principal de ensinar e afere-se que o poder governativo não o elege como fundamental. O ensino deveria ser o factor primeiro para dotar o País com formação e bons profissionais, porque a educação, aliada ao investimento no civismo e na cidadania, deve ser a mola real de edificação de uma Nação. Sem um sistema de instrução nacional que saiba promover, através do mínimo de metodologia e de condições – currículos actualizados e devidamente enquadrados com as novas tecnologias, salas de aula em que a chuva não seja a aflição quase diária, refeitórios com a alimentação que não abunda em casa, casas de banho sem limpeza e asseio (latrinas, por lá), mini-pavilhões para ginástica e prática de desportos (corpo são para mente sã…), espaços para recreio e outras estruturas, a educação pública nunca poderá ser a alavanca para mudança das mentalidades presentes e para o desenvolvimento.
O vídeo é por demais elucidativo de um País, em que a corrupção, a falta de políticas e a falha geral de cidadania eleva Moçambique para o 6.o mais pobre do Mundo. Não é por acaso.
Texto de: António Barreiros
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