Os trabalhadores da Rio Pele, uma das maiores referências do setor têxtil em Famalicão, estão a ser chamados a paralisar a atividade na próxima quarta-feira, dia 3 de junho, no âmbito da Greve Geral. A mobilização foca-se na rejeição do novo Pacote Laboral e na exigência de uma melhor distribuição da riqueza produzida pela empresa.
Membros do PCP estiveram recentemente em contacto direto com os operários da Rio Pele para reforçar a importância da adesão ao protesto. Em destaque está o contraste entre os resultados financeiros da empresa — que registou lucros de 4,5 milhões de euros em 2025 — e as condições de quem nela trabalha. Os comunistas apontam que a riqueza gerada diariamente não está a refletir-se nos salários, mas sim numa política que favorece os “lucros milionários” em detrimento dos direitos laborais.
O corpo da notícia detalha que a contestação visa as políticas do Governo que, segundo os promotores da iniciativa, agravam a instabilidade dos horários através do banco de horas individual. É também denunciada a prevalência de vínculos de trabalho a prazo para funções que são permanentes, exigindo-se a conversão desses contratos em vínculos efetivos. Além da precariedade, os trabalhadores apontam dificuldades no exercício da liberdade sindical e a facilitação dos processos de despedimento.
Para além das questões internas da empresa, a Greve Geral de 3 de junho assume-se como um grito de revolta contra o aumento generalizado do custo de vida e a subida de preços. O objetivo é demonstrar ao Governo que existe um “caminho alternativo” que passa pela valorização dos salários e pela melhoria das condições de vida, rejeitando as medidas que compõem o atual Pacote Laboral.
“Só a luta de quem trabalha e produz a riqueza é capaz de fazer avançar nos seus direitos“, sublinharam os representantes do PCP durante a ação de contacto na Rio Pele.
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