Intervenção da autarquia foca-se na emblemática Fonte dos Cãezinhos, do século XVIII, e em mais cinco espaços urbanos da cidade para preservar a identidade local.
A Câmara Municipal de Santo Tirso deu início a duas empreitadas destinadas à conservação e valorização do seu património cultural e do espaço público. O investimento global ascende a cerca de 84 mil euros e visa a reabilitação da histórica Fonte dos Cãezinhos, bem como a manutenção e modernização de outras cinco fontes ornamentais de referência no concelho.
A primeira das intervenções incide diretamente na icónica Fonte dos Cãezinhos, um fontanário do século XVIII integrado no portal de acesso à antiga Quinta de Fora do Mosteiro de Santo Tirso. Sendo um dos elementos patrimoniais mais marcantes da cidade, esta empreitada conta com um orçamento superior a 21 mil euros, refere uma nota enviada à comunicação social.
Os trabalhos de restauro visam salvaguardar a traça arquitetónica original do conjunto e incluem:
A recuperação e substituição de cantarias danificadas;
A remoção de vegetação infestante e limpeza profunda das superfícies em pedra;
A recuperação dos rebocos e a reabilitação do portão de madeira.
Beneficiação de cinco fontes ornamentais da cidade
Em simultâneo, o Município avançou com a conservação de mais cinco fontes ornamentais de destaque, num contrato adjudicado por cerca de 62,5 mil euros. As estruturas abrangidas por esta intervenção localizam-se nos seguintes pontos estratégicos:
Praça 25 de Abril
Rotunda Timor-Lorosae
Parque D. Maria II
Largo Domingos Moreira
Largo do Tribunal
O plano de trabalhos para estes locais contempla a reparação de pavimentos e revestimentos, a correção de fissuras, impermeabilizações e a beneficiação dos sistemas hidráulicos e elétricos, assegurando uma maior durabilidade, segurança e eficiência no funcionamento diário destes equipamentos urbanos.
Um compromisso com a memória coletiva
Para o presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Alberto Costa, este investimento reflete uma estratégia contínua de valorização do espaço público e da identidade tirsense.
“Este é um compromisso com a preservação da identidade e da memória coletiva das nossas comunidades. O património faz parte daquilo que somos enquanto comunidade e merece ser transmitido às gerações futuras nas melhores condições possíveis”, sublinha o autarca.
Alberto Costa acrescenta ainda que a conservação e qualificação destes elementos urbanos estruturantes não só dignifica a história local, como também funciona como um elemento fulcral para o reforço da atratividade turística do concelho.
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