Em comunicado, estrutura partidária contesta necessidade do protesto, alega que igualdade de direitos já está consagrada na Constituição e repudia introdução da cultura «woke» no ensino.
A comissão política do Chega Famalicão emitiu um comunicado oficial em que critica duramente a realização da 4.ª Marcha LGBTQIAP+ de Vila Nova de Famalicão, ocorrida no sábado, dia 11. O partido acusa os promotores do evento de utilizarem as manifestações públicas como “mero exibicionismo” para encobrir agendas políticas de extrema-esquerda com ligações a ideologias comunistas, contrariando a perspetiva dos organizadores que definem a iniciativa como “um ato de profunda cidadania e luta política”.
No documento divulgado, a estrutura local do Chega defende que as reivindicações apresentadas pelo movimento carecem de fundamento legal, uma vez que o enquadramento jurídico português já assegura a igualdade de tratamento. O partido invoca o Princípio da Igualdade, consagrado no Artigo 13.º da Constituição da República Portuguesa, bem como as reformas legislativas que viabilizaram o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adoção plena, para sustentar que os direitos destes cidadãos já se encontram plenamente salvaguardados.
Segundo a força política, o verdadeiro propósito destas organizações assenta na “comercialização das causas” e na tentativa de obter financiamento público para subsidiar um discurso político radicalizado. O Chega Famalicão argumenta, ainda, que a postura de “vitimização” adotada por estes grupos serve para camuflar objetivos de fratura social, nomeadamente a desestruturação da família tradicional e a defesa de políticas contrárias à vontade da maioria da população, dando como exemplo a imigração sem controlo.
O setor da educação mereceu especial enfoque nas críticas do partido, que acusa os movimentos organizadores de tentarem “instrumentalizar e doutrinar” crianças e jovens através da difusão da chamada cultura woke. No comunicado, é manifestada preocupação com a presença de menores e o teor de certas performances realizadas durante as paradas, considerando que estas ultrapassam os limites adequados ao espaço público e geram clivagens sociais.
A fechar o documento, a estrutura partidária assegura respeitar a dignidade, a liberdade e a vida privada de todos os cidadãos, independentemente da sua orientação sexual, frisando que a sua contestação se dirige exclusivamente à “instrumentalização política” e à exigência de privilégios diferenciados.
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