A deputada do Partido Socialista (PS) eleita por Braga, Sandra Sousa Lopes, e o presidente da Comissão Política de Vila Nova de Famalicão, Eduardo Oliveira, estão a acompanhar com “elevada preocupação” o novo processo de lay-off na empresa Coindu, localizada em Joane. A medida, que vai afetar cerca de 493 trabalhadores, motivou os deputados socialistas do círculo de Braga e da Comissão Parlamentar de Trabalho a enviarem um requerimento com carácter de urgência à ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.
Em comunicado os parlamentares alertam para o forte impacto socioeconómico que esta decisão representa, não apenas para as centenas de famílias diretamente afetadas, mas também para a economia da região do Ave e para o tecido industrial do país. Perante o cenário, o PS exige saber que tipo de acompanhamento está a ser feito pelo Executivo e que mecanismos serão acionados para mitigar os impactos laborais.
Na missiva dirigida à tutela, os deputados questionam diretamente quais são as medidas previstas para salvaguardar os rendimentos dos funcionários e garantir a manutenção dos postos de trabalho. Adicionalmente, perguntam se o Governo, em parceria com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), está a desenhar planos de requalificação profissional e valorização de competências para os trabalhadores daquela unidade.
“Esta situação suscita elevada preocupação social e laboral, quer pelo impacto direto sobre centenas de trabalhadores e respetivas famílias, quer pelas consequências económicas que poderá representar para a região do Ave”, sublinham os deputados na comunicação enviada ao Ministério.
A Coindu, que se dedica à produção de componentes têxteis para a indústria automóvel, tem enfrentado um período conturbado nos últimos anos, marcado por sucessivos processos de despedimento coletivo e redução de atividade. Face a este histórico, o PS quer ver esclarecido se os direitos laborais dos trabalhadores estão plenamente assegurados neste novo processo.
Para justificar o recurso ao lay-off, a administração da empresa aponta o dedo à atual conjuntura europeia. Segundo a Coindu, o setor automóvel atravessa um momento crítico a nível internacional, fortemente condicionado pela quebra acentuada de encomendas, pelas exigências da transição tecnológica e por dificuldades económicas globais.
A fechar o requerimento, os socialistas confrontam o Ministério do Trabalho sobre a avaliação que faz do impacto deste caso no emprego industrial do Ave, instando o Governo a clarificar que políticas pretende adotar para prevenir fenómenos de desindustrialização e travar a perda de emprego qualificado no setor automóvel da região.
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