A Biblioteca Professor Machado Vilela, em Vila Verde, acolheu na passada segunda-feira a inauguração da exposição “A Bienal na Escola”. A cerimónia, que reuniu dezenas de alunos de todo o concelho, ficou marcada pelo regresso oficial desta iniciativa cultural e pela entrega de prémios aos trabalhos artísticos que mais se distinguiram nesta edição. O projeto é promovido pelo Município de Vila Verde, em parceria com o Plano Nacional das Artes, a Biblioteca Professor Machado Vilela e a Associação D’Arte.
Após uma interrupção forçada desde 2019, a “Bienal na Escola” afirmou-se novamente como um projeto vital para a valorização do talento jovem local. Na sessão de abertura, a presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Júlia Rodrigues Fernandes, acompanhada pelo vice-presidente Manuel Lopes e por vários dirigentes escolares, não escondeu a satisfação pelo retomar do evento.
“As nossas escolas desenvolvem um trabalho extraordinário em todas as áreas e esta iniciativa permite-nos valorizar a componente artística e criativa dos nossos jovens”, sublinhou a autarca, destacando a resiliência e a vivacidade demonstradas pelo projeto.
Ao longo dos últimos meses, a comunidade escolar teve a oportunidade de participar em workshops e sessões criativas com artistas de renome, como Luís Coquenão, Maciel Cardeira e Rafael Cruz Ibarra. O resultado deste diálogo entre profissionais e estudantes culminou numa exposição que reúne 35 obras a concurso, divididas entre pintura, escultura, desenho, fotografia e técnicas mistas.
O momento alto da cerimónia foi a revelação dos jovens talentos premiados, divididos por três escalões de ensino:
1.º Escalão (2.º Ciclo): Obra “2026, A Memória”, um trabalho coletivo da EB 2,3 de Moure e Ribeira do Neiva.
2.º Escalão (3.º Ciclo): Trabalho coletivo “S/Título”, da Escola Básica de Vila Verde.
3.º Escalão (Ensino Secundário e Profissional): O Grande Prémio foi atribuído ex aequo (em igualdade) às obras “Oração nas Sombras”, de Emily Belinda Gonçalves Gomes, e “Dupla Presença”, de Gabrielle Paz, ambas alunas da Escola Secundária de Vila Verde.
Como incentivo maior, as obras vencedoras do Grande Prémio (3.º Escalão) garantiram a integração automática na Bienal Internacional de Arte Jovem de Vila Verde, agendada para decorrer entre 31 de outubro e 21 de novembro de 2026.
A organização fez ainda questão de distinguir outros trabalhos com Menções Honrosas pelo seu mérito criativo:
1.º Escalão: “Calder de Corações” (EB Vila Verde); “Sem Título” (EB 2,3 de Prado); “Fragmentos de um Todo” (EB Ribeira do Neiva).
2.º Escalão: “Antes que a memória seque esta água” (EB 2,3 de Prado); “Sorriso Metálico”, de Catarina Azevedo (EB 2,3 de Moure e Ribeira do Neiva); “Desta Árvore não brotam só flores” (EB Monsenhor Elísio Araújo).
3.º Escalão: “No princípio era o verbo…”, de Leonor (Escola Profissional Amar Terra Verde).
A exposição “A Bienal na Escola” continuará de portas abertas ao público na Biblioteca Professor Machado Vilela até ao dia 31 de maio, com entrada livre. Com este evento, o Município reforça a sua estratégia de consolidação da marca “Vila Criativa“, apostando no desenvolvimento cultural e artístico das novas gerações.
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