Os cidadãos dos Países ocidentais, com maior relevo para os da EU/União Europeia, assumem que devem reclamar mais direitos, sem perceber que a situação está a chegar à insustentabilidade. A derrocada está a precipitar a vida humana-social de uma Europa que já foi rica e começa a apresentar sintomas de debilidade.
É que UE está a apresentar um quadro de pobreza que deve preocupar. Existem cerca de 92,7 milhões de pessoas em estado de dificuldades de vida, num universo de 451 milhões de habitantes, o que representa, mais ou menos, 21%, o que é muito.
Poder-se-á pensar que se trata de uma realidade – é já preocupante e assustadora do ponto de vista social – que só atinge os mais idosos ou os mais vulneráveis. Mas não. O problema é que já apresenta contornos elevados na fatia dos jovens.
Há dados oficiais na UE de que a pobreza, na juventude, afecta 21% a 26% dos mais novos, até à fasquia dos 24 anos. Tomando por adquirido que a população da UE, até essa faixa etária, no seu todo, é de 78 milhões, a percentagem atinge qualquer coisa como uns 19 milhões…
Olhando para Portugal, os números não são nada animadores, também. Temos 660 mil pobres em 11 milhões de habitantes, ou seja, 6%.
Perante este quadro, é fácil apreendermos que quando se reclamam muitos direitos não tendo em conta como será possível cumpri-los, sem bases de sustentabilidade financeira, a coisa começa a resvalar. Só resta uma solução: mudança de políticas. A UE está preparada para o fazer? E os seus cidadãos com educação base para aceitar? Será que fomos, em casa, preparados para viver com o cinto mais apertado? Será que a escola tem falado sobre o tema? Uma sociedade que não se sabe precaver para dificuldades ou quaisquer vicissitudes e imprevisibilidades que apareçam…pode “morrer” na praia a aguardar que a salvem. Mas sem meios como o fará?
Por um lado, os governos têm obrigação de se desviar das suas políticas de criar Institutos e outros Departamentos sem interesse público justificável e, ainda, de os fundar para colocar uma matilha de militantes, simpatizantes e afilhados que nada fazem e produzem, mas que levam largas fatias do orçamento.
Estes indicadores são um alerta… Haja quem possa prevenir, antes que a aflição seja maior e atire uma elevada percentagem para a indigência. A EU pode criar um espaço, onde poucos trabalhem para muitos nada fazerem, vivendo à custa de subsídios do Estado, das taxas e dos impostos que uma grande parte paga. A vida já começa a estremecer…
António Barreiros
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