A nossa selecção de futebol aparenta-se com o País.
Damos meia-volta, distraímo-nos um pouco, olhamos em volta e caímos, sempre, na mesma rodilha de nomes e de pessoas, seja na política, nos comentadores da TV, nos fazedores de nomes para a equipa das quinas, nos que são os agentes e empresários desportivos mais poderosos e influentes do mundo do futebol…Mais do mesmo.
Pós o nosso falhanço neste Mundial da bola, com um treinador sem visão e com falha no esquema táctico, apostando num rendilhado em campo, com toques e fintas sem progressão no relvado, eis que já surge um nome.
Não sou um grande experiente no futebol. Mas tenho olhos na cara para apreciar e ser crítico. Uma equipa, a portuguesa – dizem – está carregada de estrêlas. As do firmamento? – pergunto. Foram essas estrelas que não souberam perceber que a Espanha estudou a lição e avaliou, na 2.a metade do confronto, que se explorasse bem as falhas da nossa defesa, marcaria na recta final…e dava-nos o golpe final. Foi o que aconteceu.
Agora, se não apostarmos num renovado conjunto, de sangue novo, dos jogadores ao team de treinadores, preparadores e de todo o resto que anda por lá, faz anos, a entolhar e a estorvar, voltaremos ao mesmo.
Aproveitava-se um ou outro jogador – poucos – os mais pujantes e com sangue na guelra. Treinador e adjuntos, também que venha malta nova.
Jorge Jesus vai ser o seleccionador. Pepe o seu adjunto. E os outros que andam lá faz anos? Vira o disco e toca o mesmo. Um País com este feitio, modo de agir, de fazer, de andar, de recrutar, de dar e baralhar…de se mostrar viciado em nomes que cansam e de distribuir “tachos”, até no futebol, está condenado a não sair da cepa torta.
Fado, o nossso? Talvez. Não saímos do mesmo registo.
Sabem que mais, deixem-me desabafar: Ai jasus…valha-me o Santo padroeiro dos jogadores de futebol, Luís Scrosopp (italiano) que não existia.
António Barreiros
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