Assisti ao primeiro jogo da selecção portuguesa, a que deveria ser a nossa, a de todos os portugueses, exibindo o meu nervosismo, apesar de já não ser um apaixonado da bola, o de quem gosta do País em que nasceu e que ama.
Jogo de autêntico passeio, sem esforço e sem garra da maioria dos jogadores. Com um capitão, o tal Cristiano, que parecia uma “estátua” como o classificou a imprensa internacional. Jogo sem profundidade, esmagado por uma estratégia que continua vigente e que já vem de trás, ou seja, sem corridas, sem determinação, sem rasgo e sem jogadas de alcance…
Aproveitou a oponente equipa, a representativa da República Democrática do Congo, que em ar de turismo, sem grandes conquistas em campo, acabou por marcar, empatando.
A (nossa) selecção está estrafegada pelo um único nome, o de Cristiano Ronaldo, o qual confere os milhões que a FPF precisa para, nestas presenças, se fazer grande, rica e cheia de plumas. A tal (nossa) selecção foi para uma unidade hoteleira da reconhecida cadeia Four Seasons, gastando milhões em quartos, salas e outras disponibilidades, com praia privativa. Outras equipas, de grande gabarito – é só consultar – estão em estruturas de campus universitários, sem luxos e modormias, porque as dispensam. Gente simples…humilde.
Os senhores feudais da FPF, com biliões nos bancos, das receitas da UEFA e da FIFA e, também, da publicidade e, ainda, da presença de rostos como o de Cristiano Ronaldo, esbanjam dinheiros…em vez de refrescarem, com gente nova, alguma dela já com pergaminhos firmados, a equipa das quinas. A FPF, que estudou as entrelinhas da lei, até convidou figuras gradas do regime para ficar bem na fotografia.
Uma nota última para o treinador espanhol: uma marioneta na mão dos ditos-cujos senhores federativos. Nem coragem tem para retirar CR7…e sem esquema táctico que possa abrir caminho à (nossa) selecção.
Pobreza lusa, a do (nosso) futebol…Sorte termos encontrado um Grupo dos mais fraquinhos, caso contrário esse primeiro jogo teria sido um desaire com expressão de derrota elevada. Vamos ver o próximo jogo, na 3.a feira…Caímos por culpa da engrenagem existente ou levantamos o coração sacudindo o caruncho?
António Barreiros
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