Os deputados do Partido Socialista (PS) eleitos pelo Círculo de Braga congratularam-se, esta semana, com o ritmo de execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) no distrito. Após visitas de monitorização aos concelhos de Celorico de Basto e Cabeceiras de Basto, os parlamentares apelaram aos autarcas para um esforço suplementar na gestão dos calendários, visando garantir o total aproveitamento dos fundos europeus antes do encerramento dos prazos.
Integrada numa iniciativa nacional do Grupo Parlamentar do PS, a comitiva visitou os dois municípios para aferir o estado das obras e ouvir as preocupações locais. O objetivo central é assegurar que a “bazuca” europeia cumpra o seu papel no desenvolvimento regional. Apesar do otimismo com o volume de intervenções, os deputados registaram o alerta comum dos autarcas sobre a pressão dos calendários e os entraves burocráticos que ainda persistem.
Em Celorico de Basto, o PRR está a dar frutos visíveis em áreas estruturantes. No setor da Saúde, a requalificação do Centro de Saúde do Rego já está concluída, enquanto as unidades de Celorico (2 milhões de euros) e Fervença-Mota (245 mil euros) deverão estar prontas até ao final de agosto.
Na Habitação, a dinâmica é elevada:
367 candidaturas submetidas pela Câmara.
26 habitações já finalizadas.
55 fogos em fase de construção.
Contudo, o presidente da autarquia alertou que a compressão dos prazos inflaciona os custos das obras devido à pressão no mercado. Além do PRR, foram discutidas prioridades como a Variante do Tâmega e a oposição firme à exploração de lítio e à ampliação do aterro de Codeçoso.
No concelho de Cabeceiras de Basto, decorrem cinco projetos PRR, com destaque para a construção de 10 fogos de Habitação de Emergência para vítimas de violência doméstica — um projeto assumido pelo município após desistências de outros concelhos.
A maior preocupação partilhada pelo executivo local prende-se com o conceito de obra “substancialmente concluída” exigido para 31 de agosto. Os autarcas consideram a definição vaga, o que gera incerteza jurídica e financeira. Adicionalmente, os deputados comprometeram-se a acompanhar o processo de ressarcimento de 8 milhões de euros relativos a danos causados por intempéries no concelho, que aguardam verbas prometidas pelo Governo.
Os deputados do PS reiteraram que continuarão a acompanhar a execução dos projetos no distrito de Braga, servindo de ponte entre o território e o poder central para garantir que as dificuldades administrativas não bloqueiem o investimento que consideram vital para a competitividade e bem-estar das populações minhotas.
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