Festas concelhias superaram as expectativas ao longo de seis dias repletos de atividades, unindo diferentes gerações e preparando o terreno para a Rota das Colheitas.
Vila Verde vestiu-se de gala, entre os dias 9 e 14, para acolher as tradicionais festas concelhias em honra de Santo António. Ao longo de seis dias intensos, a vila minhota foi o palco de um programa diversificado que atraiu multidões, desde residentes de várias gerações a inúmeros forasteiros, consolidando o evento como um dos principais cartazes culturais da região.
O balanço da edição deste ano não podia ser mais positivo. Segundo a Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Júlia Rodrigues Fernandes, as festas superaram todas as expectativas, registando “grandes enchentes” potenciadas por um “tempo magnífico“. A autarca destacou o empenho do vasto conjunto de parceiros, associações e instituições locais que, em estreita colaboração com o município, tornaram possível o sucesso do evento.
O Legado das Raízes e a Atração Jovem
O grande pilar das festas antoninas de Vila Verde continua a ser a preservação da identidade local. Momentos como os festivais folclóricos, as rusgas e o emblemático cortejo da tradição trouxeram para as ruas a ruralidade, os costumes e as raízes do concelho.
“A tradição está sempre muito presente (…) até como legado para deixarmos para as gerações futuras“, enfatizou Júlia Rodrigues Fernandes. Esta valorização do passado surge, contudo, de mãos dadas com a contemporaneidade. O município desenhou um cartaz que aposta na simbiose geracional, integrando no programa artistas de renome nacional e internacional, como o cantor João Pedro Pais, e espaços dedicados aos mais novos, como as dinâmicas de After Party.
A adesão dos jovens foi um dos pontos mais elogiados. Carlos Macedo, vilaverdense nascido e criado no centro da vila, aplaudiu a iniciativa da autarquia em conciliar os gostos da juventude com o património cultural: “Cada vez vemos mais pessoas a cantar ao desafio, nos grupos folclóricos, a tocar concertina. Cada vez existem mais pessoas a querer aprender e a manter vivas as nossas raízes“.
Hospitalidade que Conquista e Convida ao Regresso
A atmosfera de festa foi partilhada tanto por quem reside na vila como por quem a visita. Alzira Gomes e Manuel Vieira, repetentes habituais nas festividades, recordaram com nostalgia e alegria a evolução do evento, que antigamente se focava mais nos ranchos e hoje oferece uma variedade alargada de diversões. “É bonito, canta-se, come-se, bebe-se e tudo. O povo daqui é muito alegre e acolhedor“, afirmaram.
Também a jovem Carina Lameira, atraída ao recinto pelo concerto de João Pedro Pais, elogiou o trabalho promocional do município: “A Presidente da Câmara tem feito um bom serviço (…), investido bastante para a vila chegar mais longe e ser mais conhecida. Nós nascemos da agricultura praticamente, e sem agricultura não vivemos“.
“As festas são para os vilaverdenses, mas para todos os que vêm até Vila Verde. Esta forma de ser e de estar do nosso povo é, também, um cartaz, e as pessoas que vêm depois querem sempre voltar.” – Júlia Rodrigues Fernandes, Presidente da Câmara Municipal.
Rota das Colheitas Já No Horizonte
Com o encerramento do Santo António, Vila Verde já prepara os próximos meses de animação. A autarca adiantou que a ‘Rota das Colheitas’ arranca já no fim de semana de 31 de julho e 1 de agosto, estendendo-se até novembro por todas as freguesias do concelho.
Esta rota turística e cultural promete reavivar práticas agrícolas ancestrais no seu contexto real, tais como as malhadas, as desfolhadas, as vindimas e as pisadas de uvas, promovendo os saberes e sabores de antigamente. O ponto alto da programação será a Festa das Colheitas – considerada o “evento rei” – que decorrerá entre os dias 7 e 11 de outubro, celebrando com orgulho a ruralidade e a modernidade que caracterizam o concelho.
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