Antigo presidente do Governo Regional da Madeira propõe reforma profunda na UE e afirma que o país “faz de Venezuela da Europa” devido à falta de reformas estruturais.
O antigo presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, alertou que a União Europeia enfrenta “uma das maiores encruzilhadas globais da história contemporânea”. Durante a conferência ‘Encruzilhadas da Europa’, organizada pela Associação dos Ex-Deputados da Assembleia Legislativa da Madeira (AEDAL-RAM), o ex-governante defendeu uma reestruturação profunda do bloco europeu e deixou duras críticas à situação político-económica de Portugal.
Para Alberto João Jardim, a superação da atual crise europeia exige um regresso firme ao modelo federalista. O antigo líder regional propõe uma redistribuição de poderes que assente na “transferência gradual de competências dos Estados para a União e para as regiões”.
No que toca ao panorama nacional, Jardim lamentou a incapacidade de Portugal em convergir com a média europeia, apesar do volume de fundos comunitários recebidos ao longo dos anos. O ex-presidente recorreu a uma metáfora forte para ilustrar o atual estado do país:
“Portugal faz de Venezuela da Europa”, afirmou, criticando a dependência prolongada dos subsídios europeus em detrimento da realização de reformas estruturais essenciais.
O antigo governante apontou a urgência de uma reformulação profunda no Estado, na justiça, na fiscalidade e no sistema político, concluindo que o futuro e a sobrevivência de Portugal dependem estrategicamente da sua centralidade atlântica e da articulação entre os interesses continentais e marítimos.
A nível pessoal, o evento marcou, ainda, o regresso de Jardim ao parlamento regional, um local onde confessou ter sido “mais feliz como deputado do que como presidente do Governo“.
Fonte: dnoticias.pt
PUBLICIDADE























Comentários sobre o post