Fradelos, em Vila Nova de Famalicão, transformou o Adro da Igreja Paroquial num ponto de encontro entre a fé e a tradição, este domingo, dia 29, com a realização de mais uma edição da Feira de Páscoa. O evento, que contou com a participação de cerca de 37 expositores, ofereceu aos visitantes uma vasta gama de produtos, desde têxteis-lar a doçaria regional, com o tradicional “Pão Doce” a assumir o papel de protagonista indiscutível do certame.
O Presidente da Junta de Freguesia de Fradelos, Adelino Costa, manifestou o seu entusiasmo perante a vitalidade do evento. Segundo o autarca, a iniciativa visa resgatar uma tradição que, embora presente na intimidade das famílias, corria o risco de cair no esquecimento. “Era uma tradição que estava a ficar um bocado esquecida. No meu primeiro mandato, começámos a divulgar este processo e tem sido, graças a Deus, sempre a crescer“, afirmou Adelino Costa, sublinhando que a adesão criativa e o envolvimento da população têm superado as limitações do espaço físico.
O coração da feira bateu ao ritmo das histórias de quem mantém vivas as receitas de família. Entre as tendas, o saber ancestral passava de mão em mão. Judite Costa e Conceição Sampaio recordaram como herdaram das mães o segredo do “Pão Doce”, enquanto Conceição Casanova partilhou que aprendeu a arte com a sogra, perpetuando um legado que hoje é saboreado por toda a comunidade. Quer seja cozido em forno a lenha ou seguindo métodos mais modernos, a qualidade do produto é o que atrai os visitantes, que procuram o doce típico à medida que a feira se aproxima do encerramento.
Para incentivar a preservação daquela herança gastronómica, a organização promoveu o habitual concurso de “Pão Doce“, onde os participantes colocaram a sua mestria à prova perante um júri. Os vencedores foram premiados com um cabaz de Páscoa, mas a autarquia fez questão de entregar uma lembrança a todos os expositores como gesto de gratidão. O Domingo de Ramos em Fradelos reafirmou-se, assim, como um momento de união comunitária que garante que as tradições dos antigos continuam a ter futuro.
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