O Partido Socialista (PS) levou à última reunião de Câmara de Vila Nova de Famalicão uma denúncia sobre o estado da liberdade de imprensa no concelho. O alerta baseia-se em declarações recentes de António Tavares, presidente da Associação Portuguesa dos Media Digitais Online (APMEDIO), proferidas numa audição parlamentar na Assembleia da República.
Durante a sua intervenção no Parlamento, António Tavares apontou Vila Nova de Famalicão como um exemplo preocupante de municípios onde existem alegadas retaliações contra órgãos de comunicação social. Segundo o responsável, aquelas pressões ocorrem quando os media dão voz a forças políticas da oposição, independentemente do seu espetro ideológico.
Face à gravidade do depoimento, Eduardo Oliveira, líder da Comissão Política do PS de Famalicão, questionou diretamente o presidente da Câmara, Mário Passos. O socialista instou o autarca a emitir um desmentido público para salvaguardar a imagem do município, mas o pedido foi recusado pelo edil.
“Estamos perante afirmações extremamente graves que colocam em causa o bom nome de Famalicão e dos famalicenses. Enquanto oposição, também sentimos dificuldades que merecem ser esclarecidas”, afirmou Eduardo Oliveira durante a sessão.
Para a estrutura local do PS, a transparência e o pluralismo são valores inegociáveis. O partido defende que qualquer suspeita de condicionamento à liberdade de informação deve ser rigorosamente clarificada, reforçando que o livre exercício do jornalismo é um pilar fundamental da democracia local.
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