O Plenário do Parlamento Europeu aprovou hoje, dia11, um relatório histórico que visa instituir um verdadeiro Mercado Único para a Defesa na União Europeia. A iniciativa, que contou com o eurodeputado português Hélder Sousa Silva (PPE) como um dos principais negociadores, pretende reduzir a fragmentação do setor, aumentar a cooperação militar entre os 27 Estados-Membros e otimizar o investimento em capacidades de defesa num cenário geopolítico de crescente instabilidade.
O documento, negociado por Sousa Silva na qualidade de relator-sombra da Subcomissão da Segurança e da Defesa (SEDE), surge como uma resposta direta às vulnerabilidades expostas pelos recentes conflitos na Europa. Segundo o eurodeputado, o atual modelo, onde os países compram e produzem de forma isolada, gera duplicação de capacidades e desperdício de recursos que o bloco já não pode ignorar, informa uma nota enviada à comunicação social.
Durante a sua intervenção em Estrasburgo, Hélder Sousa Silva foi contundente ao afirmar que a autonomia estratégica da Europa depende da remoção de barreiras administrativas e regulatórias. “Se a Europa quer assumir mais responsabilidade pela sua própria segurança, precisa de uma indústria de defesa mais forte, integrada e competitiva“, sublinhou.
O parlamentar apelou aos Estados-Membros para que abdiquem de barreiras que protegem “interesses puramente nacionais” em favor de uma base tecnológica e industrial comum. O argumento central é pragmático: a escala dos desafios atuais ultrapassa a capacidade individual de qualquer país europeu.
“Apesar do interesse nacional ser fundamental, sozinhos não somos capazes de nos defender. Defendamos, então, também o interesse europeu“, declarou Sousa Silva.
Um dos pontos críticos diagnosticados no relatório é a fragilidade das cadeias de abastecimento europeias e a perigosa dependência de fornecedores externos. A nova estratégia propõe que o Mercado Único de Defesa funcione como uma rede integrada, permitindo que a Europa produza de forma mais eficiente e rápida em momentos de crise, adianta a nota.
Após a votação, o eurodeputado português manifestou-se satisfeito com o resultado, considerando que a aprovação envia um “sinal claro” de que o Parlamento Europeu está preparado para uma defesa mais integrada. Embora reconheça que ainda existe um “longo caminho a percorrer“, Sousa Silva acredita que este passo coloca a União Europeia na trajetória certa para uma soberania defensiva robusta, conclui.
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