A Iniciativa Liberal (IL) de Famalicão revelou publicamente os cálculos que sustentam a sua estimativa de um impacto financeiro de aproximadamente 2 milhões de euros anuais decorrente do novo organigrama da Câmara Municipal. A estrutura, aprovada na última Assembleia Municipal Extraordinária a 8 de maio, prevê a duplicação de cargos de chefia e a criação de uma nova carreira de dirigente de 4.º grau, medidas que o partido considera um exemplo de má gestão do dinheiro público.
Durante a Assembleia, os valores apresentados pela IL foram recebidos com ceticismo pela maioria, tendo o Vereador Hélder Pereira chegado a apelidar o deputado liberal Miguel Fidalgo de “maluco”. Em resposta, a IL Famalicão discriminou os acréscimos anuais baseados na tabela remuneratória e suplementos de direção:
| Cargo | Quantidade | Custo Médio Anual/Un. | Impacto Total |
| Diretores de Departamento | 4 | 65.000 € | 260.000 € |
| Dirigentes Intermédios (2.º grau) | 10 | 45.000 € | 450.000 € |
| Dirigentes Intermédios (3.º grau) | 22 | 35.000 € | 770.000 € |
| Dirigentes de 4.º grau (nova carreira) | 20 | 28.000 € | 560.000 € |
| TOTAL ESTIMADO | 2.040.000 € |
Paulo Ricardo Lopes, coordenador local da IL, lamentou a postura do Presidente da Câmara, Mário Passos, afirmando que este não esclareceu questões fundamentais sobre os custos e a composição do Gabinete de Apoio ao Presidente.
“Nós fizemos as contas e, perante a ausência de resposta às dúvidas levantadas, começamos a duvidar que o próprio executivo camarário as tenha feito“, afirmou Paulo Ricardo Lopes, acusando a gestão atual de “pouco respeito pelo dinheiro público“.
O partido reforça que continuará a exercer um papel de fiscalização ativa, garantindo que as alterações estruturais na autarquia não passem despercebidas aos contribuintes famalicenses. Até ao momento, o executivo municipal não emitiu novos esclarecimentos sobre os cálculos detalhados pela Iniciativa Liberal.
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