A Câmara Municipal de Santo Tirso aprovou ontem, em reunião do executivo, o Relatório e Contas de 2025. O documento destaca-se pelo volume histórico de investimento público, que atingiu os 20 milhões de euros, e por uma estratégia deliberada de alívio fiscal. Mesmo com o reforço das transferências para as freguesias e instituições, que ultrapassaram os 10 milhões de euros no total, o município manteve indicadores de sustentabilidade sólidos, como uma poupança corrente de 13,5 milhões de euros.
O resultado económico do exercício de 2025 é o reflexo direto da aplicação das taxas mínimas legais no IMI, na Derrama e na participação variável no IRS. Segundo o executivo, esta decisão foi um compromisso assumido perante a população para aumentar o rendimento disponível das famílias e a competitividade das empresas locais, refere uma nota enviada à comunicação social.
O presidente da autarquia, sublinha que a quebra na receita municipal não foi um desvio, mas sim uma opção consciente:
“Em 2025, o Município arrecadou menos receita fiscal… Essa redução teve um impacto direto: menos receita para o Município, mas mais rendimento disponível para as famílias e maior capacidade para as empresas“, referiu Alberto Costa
A par da menor carga fiscal, o município registou o maior volume de investimento público de sempre em valor bruto (20 milhões de euros), focado em projetos estruturantes. A coesão territorial também foi reforçada através de:
Freguesias: Transferência de 5,8 milhões de euros para investimentos de proximidade.
Instituições: Apoio de mais de 5 milhões de euros para fortalecer a resposta social e cultural.
A gestão municipal optou ainda por absorver o aumento dos custos em serviços essenciais, como a recolha de resíduos, transportes e refeições escolares, decidindo não aumentar as tarifas cobradas aos cidadãos e empresas.
Apesar da redução da receita, o Relatório e Contas demonstra uma situação financeira saudável. A trajetória de redução da dívida global manteve-se, assim como o reduzido Prazo Médio de Pagamentos. A poupança corrente de 13,5 milhões de euros foi o motor que permitiu financiar grande parte das obras realizadas no concelho.
O documento foi aprovado por maioria. Para Alberto Costa, os resultados validam uma gestão que “coloca as pessoas no centro da decisão“, conciliando o rigor orçamental com a proteção do tecido social e económico de Santo Tirso.
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