Polémica em torno da homenagem aos ex-presidentes da Câmara culminou na intervenção das estruturas nacional e distrital do partido. Mário Passos congratula-se com o recuo da concelhia, enquanto o líder local, Paulo Reis, adia esclarecimentos em estúdio.
O diferendo político em Vila Nova de Famalicão, motivado pelo formato de homenagem aos ex-presidentes da Câmara Municipal no âmbito dos 50 anos do Poder Local Democrático, conheceu um novo capítulo com a reposição da confiança política ao Executivo liderado por Mário Passos. A decisão, tornada pública após uma reunião de emergência na sede distrital do PSD em Braga, anula a posição tomada semanas antes pela Comissão Política Concelhia, que havia retirado o apoio ao Executivo social-democrata.
A controvérsia teve origem numa proposta do Partido Socialista para homenagear apenas dois dos antigos presidentes da autarquia (Armindo Costa e Agostinho Fernandes). Mário Passos rejeitou a iniciativa por considerá-la redutora, defendendo o princípio de “ou todos ou nenhum“, uma vez que são cinco os autarcas que chefiaram o município em democracia. A recusa culminou na rejeição da proposta em reunião extraordinária de Câmara e levou a concelhia do PSD, presidida por Paulo Reis, a anunciar a perda de confiança política no Executivo eleito.
A rutura acabou por ser sanada numa cimeira partidária em Braga, que juntou o Secretário-Geral da direção nacional, o Coordenador Autárquico Nacional, a estrutura distrital, Mário Passos e Paulo Reis.
Em declarações prestadas à redação, o Presidente da Câmara de Famalicão congratulou-se com o desfecho das negociações.
“O recuo da Comissão Política Concelhia do PSD de Famalicão reforça aquela que tem vindo a ser a nossa posição desde o início relativamente à proposta de homenagem apresentada pelo Partido Socialista: é uma proposta redutora, pouco inclusiva e que não honra o Poder Local“, afirmou Mário Passos.
O autarca reiterou que o programa comemorativo aprovado a 3 de julho já prevê iniciativas institucionais para todos os ex-presidentes e garantiu abertura para integrar novas ações, “desde que realizadas com sentido construtivo, sem instrumentalizações e imposições partidárias“.
Apesar da reposição do apoio político, as razões que motivaram a mudança de posição da concelhia permanecem por esclarecer publicamente. A redação da FAMALICÃO CANAL TV convidou Paulo Reis para uma entrevista em direto para prestar esclarecimentos à comunidade famalicense, mas o líder partidário local tem vindo a adiar a presença em estúdio por motivos de agenda. Uma nova tentativa de agendamento foi proposta para esta quinta-feira, às 21h00, aguardando-se a confirmação do responsável social-democrata.
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