O Agrupamento de Escolas D. Sancho I inaugurou dois novos Centros Tecnológicos Especializados (CTE) nas áreas de Energias Renováveis e Informática. Com este investimento, Vila Nova de Famalicão passa a acolher metade dos CTEs de toda a Comunidade Intermunicipal do Ave, garantindo taxa de empregabilidade máxima e resposta às necessidades da indústria local.
A Escola D. Sancho I foi palco, na sexta-feira, dia 18, da cerimónia de inauguração dos seus novos Centros Tecnológicos Especializados (CTE), focados nas áreas de Energias Renováveis e Informática. O evento contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Mário Passos, da Vice-Presidente da CCDR-N, do Subdiretor do Centro de Emprego, do Diretor do Agrupamento de Escolas, Artur Passos, além de empresários e formadores do concelho.
A inauguração destes dois novos espaços marca a conclusão de um ciclo decisivo para o concelho, que passa a somar um total de oito CTEs distribuídos pela rede de ensino público e profissional, representando um investimento global de 10 milhões de euros. Notavelmente, Vila Nova de Famalicão captou 50% de todos os CTEs destinados à Comunidade Intermunicipal (CIM) do Ave — composta por oito municípios —, um desempenho comparável ao de grandes centros urbanos como Porto e Lisboa.
Para o autarca Mário Passos, o destaque vai para o pioneirismo do CTE focado na transição energética: “As energias renováveis trazem autonomia energética, independência e preços mais competitivos. Para isso, precisamos de técnicos muito habilitados e Famalicão está a responder presente, preparando os jovens e o tecido produtivo para tempos desafiantes.”
Equipamentos de topo e 100% de empregabilidade
A requalificação na Escola D. Sancho I incluiu obras de alargamento, modernização de oficinas mecânicas e a aquisição de componentes tecnológicos “topo de gama“, idênticos aos que os alunos encontrarão na indústria. Para garantir a máxima qualidade de ensino, a escola reforçou a equipa com a contratação de técnicos altamente especializados.
Atualmente, o agrupamento já tem quatro turmas em funcionamento nestas vertentes — três em regime diurno e uma turma de adultos em regime pós-laboral —, perfazendo cerca de 40 alunos. O Diretor do Agrupamento, Artur Passos, garante que a procura por parte do tecido empresarial é enorme e que o futuro dos estudantes está assegurado: “São as próprias empresas que reclamam a abertura destes cursos. Os alunos que concluírem a formação têm emprego rigorosamente garantido.”
Formação de adultos e integração de imigrantes
Além da preparação da juventude, os novos espaços surgem como uma ferramenta estratégica para a requalificação de trabalhadores no ativo e a integração de cidadãos estrangeiros que chegam ao concelho.
Jones Maciel, Subdiretor do Centro de Emprego de Famalicão, enfatizou a importância da articulação entre a rede de ensino e o IEFP para “otimizar estes espaços e proporcionar formas diferenciadas de requalificação profissional“, adequando a mão de obra às lacunas de pessoal técnico no mercado de trabalho.
A visão é partilhada pelo tecido empresarial local. Carlos Pinto, empresário da Senginor, e José Miranda, engenheiro e formador, sublinharam que a tecnologia recente instalada nos centros permite “criar sinergias reais entre a escola e as empresas“. Com formandos a aprender em equipamentos industriais de última geração, a indústria famalicense ganha em produtividade, inovação e capacidade de resposta aos desafios económicos globais.
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