A freguesia de Pousada de Saramagos, em Vila Nova de Famalicão, viveu três dias de intensa atividade festiva nos passados dias 10, 11 e 12, celebrando as tradicionais festas em honra de Santa Apolónia. Marcada por uma forte componente religiosa e popular, a edição deste ano superou as expectativas da organização, consolidando a romaria como uma das referências culturais de todo o Baixo Minho.
Para o Presidente da Junta de Freguesia, José Pereira, o sucesso do evento deve-se à capacidade de modernização sem perder a essência. “Houve uns anos em que a festa abrandou por falta de espaço e de divertimentos, que é o que atrai a juventude”, explicou o autarca, sublinhando que a aquisição de novos terrenos e a abertura de uma nova rua permitiram o regresso das grandes atrações populares.
A festa deste ano teve um significado especial para a comunidade emigrante. Os juízes da festa, Filomena e Jorge Harder, residentes na Suíça, personificam a ligação umbilical que os naturais da terra mantêm com Pousada de Saramagos. “Quem está longe é quem mais sente. As redes sociais hoje ajudam a manter a memória, mas vir cá e matar saudades é diferente“, afirmou José Pereira, destacando o papel fundamental dos que estão fora no apoio à viabilidade do evento.
O cartaz combinou momentos de lazer com a solenidade religiosa, culminando na Eucaristia e na majestosa procissão de domingo. Um dos momentos mais aguardados foi o encerramento com a Banda Marcial de Arnoso, uma tradição que o autarca faz questão de manter como forma de apoiar os grupos musicais do concelho. “Esta festa sem banda de música não era festa“, frisou.
A logística do evento contou com o apoio direto da Junta de Freguesia, que disponibiliza infraestruturas, isenção de taxas e apoio financeiro às comissões de festas. José Pereira fez questão de deixar um agradecimento público à Comissão de Festas, aos juízes, aos patrocinadores e à Câmara Municipal, reforçando que este é um “trabalho coletivo” onde todos, incluindo os moradores do centro que abdicam do seu descanso, têm uma cota-parte de responsabilidade.
Apesar de a chuva ter marcado presença no final da procissão — o que o autarca apelidou de “festa abençoada” — o balanço final foi extremamente positivo, com noites de grande afluência.
O olhar está já posto no próximo ano, que promete ser histórico. Os juízes para a edição de 2027 já foram anunciados: José Alexandre e a sua filha, representantes da RIOPELE. A escolha reveste-se de simbolismo, uma vez que a empresa celebrará o seu centenário, prevendo-se uma festa “ainda mais forte” para honrar um dos maiores beneméritos da freguesia.
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