Eurodeputado Hélder Sousa Silva defende a obrigatoriedade e a acessibilidade dos autorrádios nos veículos para garantir o pluralismo e a segurança civil.
O autorrádio deve continuar a ser um equipamento de série, acessível e de fácil utilização em todos os veículos vendidos no espaço europeu. A posição foi defendida, no Parlamento Europeu, pelo eurodeputado português Hélder Sousa Silva, durante um debate sobre o futuro da radiodifusão no setor automóvel, promovido em parceria com a União Europeia de Radiodifusão e a Associação Europeia de Rádios.
À medida que os automóveis incorporam cada vez mais tecnologia digital, o coordenador do Partido Popular Europeu (PPE) na Comissão da Cultura e da Educação (CULT) alerta para a necessidade de assegurar a receção de sinal por radiofrequências (AM, FM e DAB+) e não apenas através de ligações à internet. Segundo Hélder Sousa Silva, a rádio terrestre não pode depender exclusivamente de plataformas comerciais, aplicações proprietárias ou assistentes de voz.
Para além da salvaguarda da diversidade cultural, do acesso a informação de confiança e da preservação das línguas e vozes locais e regionais, a proposta fundamenta-se na segurança e proteção civil. O eurodeputado, que integra também a Comissão de Segurança e Defesa, recordou o apagão ibérico de abril do ano passado. Durante esse incidente, em que as redes móveis, a eletricidade e a internet falharam, a rádio terrestre permaneceu como o único meio fiável de comunicação com a população, tornando o automóvel num ponto crucial para a difusão de alertas de emergência e catástrofe.
A Comissão CULT já remeteu estas preocupações à Comissão da Indústria, da Investigação e da Energia (ITRE). O objetivo passa por traduzir estes princípios em regras claras no âmbito do futuro Regulamento Redes Digitais (Digital Networks Act – DNA), garantindo a resiliência do ecossistema mediático europeu em situações extremas.
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