O Secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia, e o Presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão, Mário Passos, assinaram dois contratos interadministrativos para a requalificação urgente de postos da GNR no concelho. A cerimónia marcou o início de uma cooperação que visa resolver problemas críticos de infraestruturas, garantindo que o financiamento será integralmente suportado pela Administração Central, enquanto o município assume a gestão e execução das obras.
O investimento imediato centra-se na recuperação do posto da GNR de Famalicão (cerca de 400 mil euros) e de Joane (60 mil euros), obras que devem arrancar até ao final do ano para garantir condições dignas de trabalho. Telmo Correia sublinhou que, embora o atual quadro da Lei de Programação de Infraestruturas termine em 2026, o Governo já trabalha no plano para 2027-2031, onde poderá ser incluída a construção do novo quartel definitivo e das instalações de Riba de Ave, dependendo de critérios operacionais das forças de segurança.
Mário Passos, autarca famalicense, destacou que a segurança é um pilar essencial para o desenvolvimento económico do concelho. Revelou ainda que a Câmara já disponibilizou o terreno e vai avançar com o projeto de execução para o novo quartel, já dimensionado para acolher um futuro Destacamento da GNR, antecipando o crescimento demográfico e a relevância estratégica da região.
Além das infraestruturas, a visita abordou dois temas cruciais para a região:
Videovigilância: O processo para a instalação de câmaras em Famalicão está em fase de análise técnica pela PSP e aguarda parecer da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD). O Governo reiterou o compromisso com esta tecnologia, citando que a videoproteção reduziu a criminalidade em 50% noutras cidades.
Efetivos e Carreiras: Telmo Correia admitiu a dificuldade de recrutamento, especialmente na PSP, e afirmou que a melhoria das condições salariais e de carreira é a única forma de atrair jovens para as forças de segurança.
O Secretário de Estado concluiu reforçando que a prioridade governamental é “mudar o paradigma“, focando na execução real dos orçamentos, após anos de baixas taxas de execução, para garantir que as polícias tenham as condições que merecem.
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