Deputado Carlos Barbosa confrontou o Ministério da Administração Interna com as condições das instalações da GNR de Braga, onde os militares continuam a trabalhar em contentores há 17 anos. A resposta do Secretário de Estado foi genérica, sem compromissos concretos quanto à resolução do problema.
O deputado do CHEGA eleito por Braga, Carlos Barbosa, questionou o Governo durante a audição parlamentar do Orçamento do Estado para 2027 sobre a situação degradada das instalações da GNR no distrito, onde os profissionais trabalham em contentores provisórios desde 2009. Confrontado com o problema, o Secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia — que em 2021, enquanto deputado da oposição, exigia prazos e verbas concretas para o mesmo quartel —, limitou-se a respostas genéricas, sem avançar com valores ou calendários para a obra.
A situação do Comando Territorial da GNR de Braga arrasta-se há 17 anos, com os militares a desempenharem funções em contentores provisórios que carecem das condições mínimas de dignidade para o exercício da atividade policial e para o atendimento ao público, incluindo vítimas de crimes. Os problemas de falta de espaço, humidade e degradação têm sido denunciados sucessivamente ao longo dos anos.
Durante a recente audição parlamentar no âmbito do Orçamento do Estado para 2027, o deputado Carlos Barbosa exigiu respostas ao Ministro da Administração Interna, Luís Neves. Contudo, a intervenção do Secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia, cingiu-se a considerações genéricas sobre investimentos gerais nas forças de segurança, omitindo verbas específicas e prazos de execução para o quartel bracarense.
O contraste político acentuou-se devido ao histórico do próprio governante. Em março de 2021, enquanto deputado do CDS-PP, Telmo Correia questionou formalmente o Executivo da altura exatamente sobre a necessidade de construir uma nova sede para a GNR de Braga, exigindo saber o montante do investimento, o tempo estimado e a data de adjudicação. Cinco anos depois, na cadeira da tutela governativa, as perguntas ficaram sem resposta concreta.
«Em 2021, Telmo Correia exigia ao Governo respostas, verbas e prazos para o quartel da GNR de Braga. Cinco anos depois, sentado na cadeira de Secretário de Estado, é ele quem tem a responsabilidade de responder. Mas os valores e os prazos continuam por esclarecer», criticou Carlos Barbosa, sublinhando que o problema e os contentores continuam exatamente os mesmos, tendo mudado apenas quem tem o dever de agir.
O parlamentar do CHEGA defende que a mudança de papéis políticos não pode atenuar o grau de exigência perante as necessidades das populações e dos profissionais de segurança: «Quando estamos na oposição é fácil exigir soluções. O verdadeiro compromisso com as pessoas demonstra-se quando temos responsabilidades para decidir.»
Além da questão da GNR, o deputado alertou também para as condições das instalações da PSP em Braga, reiterando que a modernização das infraestruturas das forças de segurança deve constituir uma prioridade efetiva do Estado central. O tema tem mobilizado igualmente a ação política a nível local, tendo sido incluído nas propostas do partido apresentadas à Câmara Municipal de Braga para o Orçamento Municipal de 2027, embora a responsabilidade principal de investimento caiba à Administração Central.
Para Carlos Barbosa, o impasse não pode continuar: «Os militares da GNR de Braga não precisam de mais discursos sobre investimentos nacionais. Precisam de saber quando vão sair dos contentores. E Braga não pode continuar à espera indefinidamente.»
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