A concelhia de Vila Nova de Famalicão do partido CHEGA manifestou publicamente a sua oposição ao orçamento apresentado pelo executivo municipal para as Festas Antoninas. Embora ressalve o respeito e a valorização das tradições locais, a força política argumenta que o montante destinado ao evento ultrapassa o limite da “boa gestão pública”, face às carências urgentes do concelho.
No comunicado enviado à imprensa, o CHEGA sublinha que defende a continuidade e o reforço da identidade cultural e da gastronomia famalicense, bem como o trabalho das associações locais. Contudo, questiona a canalização de um volume tão expressivo de fundos públicos para apenas dez dias de festa.
“Não somos miserabilistas, bem pelo contrário, pugnamos pela promoção do nosso concelho”, afirma a concelhia do partido, ressalvando que qualquer investimento com dinheiro dos contribuintes deve gerar retorno e repercussões positivas ao longo de todo o ano, e não apenas de forma pontual.
A crítica do partido estende-se àquilo que classifica como uma “incapacidade crónica” da Câmara Municipal em posicionar Vila Nova de Famalicão ao nível de municípios vizinhos, como Guimarães, Barcelos ou Viseu, no que toca à criação de atrativos turísticos duradouros.
“O povo precisa de festa e de cultura, mas precisa sobretudo de estabilidade quanto às necessidades básicas”, sublinha a estrutura local do partido.
Para o CHEGA, o atual contexto de volatilidade económica e as dificuldades sentidas pelas famílias exigem uma “precaução e sensatez” redobradas. O partido defende que o município deve focar-se em resolver problemas estruturais prioritários que afetam o quotidiano dos cidadãos, em vez de “desperdiçar recursos” em eventos sem um retorno sustentável para a economia local.
A força política assegura que continuará a bater-se por uma gestão responsável, colocando as necessidades básicas e o desenvolvimento equilibrado do concelho no topo da agenda política.
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