Relatório de julho alerta para execuções extrajudiciais em Moçambique e no Irão, potenciais crimes de guerra no Líbano e inação política na UE.
A Amnistia Internacional emitiu este mês um conjunto de alertas globais que expõem violações sistemáticas dos direitos humanos e o incumprimento do direito internacional em diferentes regiões do mundo.
Em Moçambique, a organização e a polícia local confirmaram a autenticidade de um vídeo que mostra a execução de Narciso Castigo Sambo (“Macovo”) por um agente à civil, a 18 de julho, após ter sido imobilizado. Tigere Chagutah, representante da organização, classificou o ato como uma “violação flagrante do direito à vida” e dos tratados internacionais subscritos pelo país.
No Médio Oriente, as denúncias multiplicam-se:
Líbano: A organização exige a investigação de três ataques aéreos israelitas ocorridos em março no sul do país, que provocaram a morte de 24 civis (incluindo 12 crianças e uma mulher grávida), defendendo que devem ser julgados como crimes de guerra.
Palestina: É exigida a libertação imediata do pediatra e diretor hospitalar Hussam Abu Safiya, detido arbitrariamente por Israel desde dezembro de 2024 sem acusação nem julgamento, e que enfrenta risco de vida devido a tortura.
Irão: Assinalando seis meses após as forças de segurança terem morto ilegalmente milhares de manifestantes em janeiro de 2026, a organização criticou a “incapacidade indefensável” da comunidade internacional em garantir justiça.
Por fim, a Amnistia Internacional dirigiu duras críticas à União Europeia, classificando como “vergonhosa” a recusa do Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros em suspender o Acordo de Associação com Israel ou restringir o comércio com colonatos ilegais.
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