Quando passo na passadeira, levanto a mão, em gesto de agradecimento.
Aprendi em casa, primeiro. Depois, na escola, a do tempo do Estado Novo. A deste nosso tempo tem essa preocupação e outras para que a sociedade adquira mais formação e seja mais educada? Não o creio…
Não custa nada. É sinal de respeito. É gesto de civismo e de cidadania.
Leio, agora, que psicólogos anotam mais.
É empatia, percebendo que alguém, o condutor em questão, interrompeu a marcha para me deixar passar.
É consciência social, percebendo que o trânsito é feito de pessoas e não apenas de veículos.
É atenção ao momento, porque o gesto exige concentração no que se passa à nossa volta.
É gratidão espontânea sem intenção espontânea.
É mostrar cooperação e preocupação pelo outro.
No Japão, como devem saber, qualquer cidadão, depois de atravessar uma rua, na passadeira, inclina-se em sinal de deixar o seu bem-haja a quem parou para o deixar passar.
Não custa nada e acaba por harmonizar, por mostrar que estamos a apresentar bases educacionais, e que crescemos como pessoas e cidadãos. E não se esqueça que, antes de avançar, na passadeira, deve olhar, para um e outro lado da artéria, para se certificar que o condutor percebe que pretende fazer essa viagem.
Fica a “dica”. E não se esqueça: passe, sempre que possível, na passadeira e agradeça a quem pare para o deixar ir em segurança. Boa continuação.
António Barreiros
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