A paróquia de Santiago de Mouquim, integrada na União de Freguesias de Lemenhe, Mouquim e Jesufrei, encerrou as celebrações do “Mês de Maria” com um fim de semana repleto de devoção e forte adesão comunitária. O programa religioso, que decorreu no último fim de semana de maio de 2026, incluiu a tradicional Procissão de Velas na noite de sábado, seguida, no domingo, pela celebração da Eucaristia — com a realização da Primeira Comunhão das crianças da terra — e pela procissão solene em honra de Nossa Senhora de Fátima durante a tarde.
O Executivo da União de Freguesias associou-se ativamente às festividades. Bruno Domingues, presidente da autarquia local, sublinhou a importância de preservar aqueles costumes que definem a identidade das três comunidades que lidera:
“Com este encerramento, proporcionamos aquilo que é o cumprimento de uma tradição já antiga aqui na freguesia de Santiago de Mouquim. Nós, enquanto executivo, estaremos sempre aqui para fazer perdurar e colaborar no que for necessário“, garantiu o autarca.
Bruno Domingues fez questão de elogiar o envolvimento numérico e qualitativo da população e deixou um agradecimento público ao Pároco Nuno Jorge Castro pela liderança, estendendo o reconhecimento aos escuteiros e restantes entidades envolvidas na organização.
O autarca relembrou que o apoio se insere numa estratégia contínua de salvaguarda do património imaterial da União de Freguesias, iniciada em novembro do ano anterior e projetada ao longo de todo o ano de 2026. A agenda local segue forte, com as festas de Nossa Senhora do Carmo já agendadas para julho — cuja projeção atrai habitualmente fiéis de fora do concelho — e as festas de São Miguel, em Jesufrei, marcadas para o mês de outubro.
Para o Padre Nuno Jorge Castro, pároco de Santiago de Mouquim, a integração da Primeira Comunhão das crianças nas festividades de encerramento do mês mariano assume um papel pedagógico e espiritual profundo, reforçando que a fé não deve ser vista como um ato puramente individual.
“Nós envolvemos as crianças, os seus pais, a família e a nossa comunidade para que neste dia, associado a Nossa Senhora, ela nos mostre também Jesus“, explicou o sacerdote. Deixando uma mensagem de continuidade aos fiéis, o pároco enfatizou que a devoção e a oração do Rosário devem acompanhar o quotidiano das famílias, especialmente em tempos de instabilidade social e geopolítica mundial.
“A oração não pode ser só nos momentos mais difíceis. Quando nós recarregamos as forças com a paz de Deus nos momentos de paz, sabermos lutar contra as contrariedades quando elas aparecem“, defendeu o Padre Nuno Castro.
Da Curiosidade Infantil ao Sinal da Fé
Um dos momentos mais marcantes do encerramento da procissão de domingo ocorreu junto ao altar, quando o sacerdote reuniu as crianças da Primeira Comunhão para lhes explicar o significado do Santo Lenho. A vivacidade e a curiosidade dos mais novos foram elogiadas pelo pároco, que destacou a importância dos sinais visíveis na transmissão dos valores religiosos.
“Os olhos são o espelho da alma. Nós na Igreja não trabalhamos símbolos, trabalhamos sinais, porque o símbolo representa coisas e o sinal aponta para realidades“, concluiu o pároco, apelando a que os pais continuem em casa, como primeiros educadores, a instruir os filhos nos caminhos e na sabedoria da fé.
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