O novo Parque de São Miguel-o-Anjo, situado na freguesia de Calendário, deverá abrir ao público no próximo mês de julho, mesmo a tempo da época de verão. A abertura surge na sequência de um conjunto de obras de valorização promovidas pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, cujo investimento ultrapassa os 300 mil euros, com o objetivo de devolver à comunidade um dos locais mais surpreendentes e historicamente ricos do concelho.
Mais do que um simples espaço verde, o Parque de São Miguel-o-Anjo carrega uma forte componente histórica. Vestígios arqueológicos encontrados no local revelam que o espaço foi habitado desde a Idade do Bronze. Com a nova intervenção, o parque passa a funcionar como um convite duplo: por um lado, apela ao descanso, à descoberta da natureza e à fuga da rotina; por outro, assume-se como um polo de conhecimento científico e salvaguarda do património, refere uma nota.
Para acompanhar de perto o andamento dos trabalhos, que já se encontram na fase final, o presidente da autarquia, Mário Passos, visitou o espaço na passada terça-feira, 26 de maio. A comitiva contou também com a presença da vereadora da Cultura, Susana Pereira, e da vereadora dos Espaços Verdes e Floresta, Vânia Marçal.
A reestruturação do parque foi desenhada para organizar o espaço através de uma rede de percursos que se dividem em três grandes valências: arqueológica, natural e paisagística.
Entre as principais melhorias implementadas destacam-se:
O reperfilamento dos caminhos pedonais já existentes;
A criação de novos percursos interpretativos e de contemplação;
A instalação de miradouros e de passadiços metálicos em ferro;
A criação de uma área dedicada ao repouso, lazer e atividades ao ar livre.
“A intervenção representa um investimento de mais de 300 mil euros — com financiamento do programa NORTE 2030 — na melhoria do acesso e da fruição deste espaço“, garante a autarquia, sublinhando que as obras qualificam a experiência de visitação ao mesmo tempo que acautelam todas as condições de segurança, manutenção e proteção do património arqueológico local.
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