Um estudo da Universidade do Minho (UMinho) revela que os cuidadores informais desempenharam um papel decisivo na resposta do sistema de saúde português à pandemia de COVID-19. Ao assumirem funções tipicamente hospitalares, como vigilância clínica e apoio terapêutico, estes cidadãos garantiram a continuidade dos cuidados e evitaram o colapso dos serviços formais de saúde.
A investigação, conduzida por Simão Machado no âmbito do mestrado em Gestão de Unidades de Saúde da Escola de Economia e Gestão da UMinho, destaca a “extraordinária capacidade de adaptação” destas redes familiares. Segundo o autor, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) sustentou-se, em larga medida, na resiliência partilhada entre os serviços públicos e o apoio domiciliário prestado por não-profissionais, que ajudaram a aliviar a pressão sobre hospitais e centros de saúde num período de contacto presencial limitado, refere uma nota enviada à comunicação social.
Apesar do impacto positivo no sistema, o relatório identifica falhas críticas no apoio institucional, nomeadamente: Falta de formação estruturada para os cuidadores; Ausência de acompanhamento adequado e apoio sociopsicológico; Necessidade de um maior reconhecimento efetivo nas políticas públicas, pode ler-se.
O investigador defende que estes cuidadores devem ser vistos como “parceiros estratégicos” e não apenas como uma solução de recurso. Para garantir a sustentabilidade do sistema perante futuras crises, Simão Machado propõe o reforço da formação certificada e a integração formal destes agentes nos mecanismos de governação local e regional de saúde, conclui.
PUBLICIDADE






















Comentários sobre o post