A Amnistia Internacional emitiu hoje um balanço crítico sobre a situação dos direitos humanos a nível global, destacando o agravamento dos conflitos no Médio Oriente e na Ucrânia, a repressão severa no Irão e a expansão de colonatos ilegais na Palestina. Em contrapartida, a organização assinalou a condenação dos autores morais do caso Marielle Franco, no Brasil, como um passo decisivo contra a impunidade política.
Segundo um comunicado, no Médio Oriente, a organização manifestou profunda preocupação com a expansão das operações militares, que envolvem agora mais de dez países. A Amnistia apelou a todas as partes para que cessem ataques deliberados e desproporcionados contra civis e infraestruturas vitais, exigindo o respeito estrito pelo direito internacional humanitário.
Relativamente à Palestina, o relatório aponta para uma “escalada sem precedentes” desde dezembro de 2025. Segundo a organização, as autoridades israelitas têm implementado medidas ilegais na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental para acelerar a anexação do território e desapropriar a população palestiniana de forma irreversível.
Na Ucrânia, ao assinalar o quarto aniversário da invasão russa, Erika Guevara-Rosas, diretora sénior da Amnistia, classificou o último ano como o mais devastador até à data. O balanço aponta para um número recorde de vítimas civis e consequências humanitárias catastróficas desde o início do conflito em 2022.
No cenário sul-americano, o Brasil vive um momento histórico com a condenação dos mentores dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes. Para a Amnistia Internacional, este desfecho é um marco no combate à impunidade, mas a organização alerta que é fundamental converter este resultado em políticas de proteção eficazes para todos os defensores de direitos humanos no país.
Por outro lado, o cenário no Irão é de urgência. A Amnistia insta as autoridades iranianas a suspenderem a execução de oito pessoas condenadas à morte após os protestos de janeiro de 2026. A organização denuncia julgamentos apressados e marcados por tortura, apelando à anulação das sentenças de outras 22 pessoas ainda em risco de pena capital, conclui.
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