O Município de Santo Tirso transmitiu, na passada sexta-feira, a presidência da Associação de Municípios do Corredor do Rio Leça a Matosinhos, encerrando um primeiro mandato de quatro anos marcado pela reabilitação de 71 quilómetros de margens e pela plantação de 51 mil árvores. A sessão, que reuniu os autarcas de Santo Tirso, Valongo, Maia e Matosinhos na sede da associação, serviu para consolidar o projeto como uma referência internacional na gestão de ecossistemas fluviais e garantir a continuidade de um investimento estratégico financiado por fundos europeus.
Durante o mandato liderado por Alberto Costa, o projeto do Corredor do Rio Leça deixou de ser uma intenção para se tornar uma realidade visível no terreno. O balanço dos últimos quatro anos revela uma intervenção profunda nos 71 quilómetros de margens, com destaque para o uso de soluções de engenharia natural em 10 quilómetros, uma técnica que privilegia materiais biológicos para estabilizar margens e promover a biodiversidade, informa uma nota enviada à comunicação social.
A nível ambiental, os números são superlativos: foram plantadas mais de 51 mil árvores e removidas cerca de 250 toneladas de resíduos que asfixiavam o leito e as margens do rio. Para garantir a sustentabilidade deste esforço, a Associação implementou uma sensorização integral da nascente à foz, permitindo uma monitorização constante da qualidade da água e dos caudais, pode ler-se.
Para além das obras, o mandato de Santo Tirso focou-se na robustez institucional. A criação de uma equipa de quatro guarda-rios, equipada com meios tecnológicos e formação específica, permitiu uma resposta imediata a focos de poluição e uma fiscalização mais apertada do território, refere a nota.
Aquele trabalho foi validado pela Comissão Europeia, resultando na integração em programas competitivos como o LIFE. Alberto Costa, presidente da Câmara de Santo Tirso, sublinhou o orgulho no percurso trilhado: “Deixamos uma Associação mais forte, com financiamento assegurado através do REACT-EU e do Norte 2030, e com um reconhecimento que vai muito além das nossas fronteiras“.
O último ano foi também dedicado à elaboração do primeiro Plano Específico de Gestão da Água do país, um documento estratégico que contou com a participação direta da população através de sessões públicas. A ligação à comunidade foi reforçada com a exposição itinerante “Rio Leça – O rio que nos une“, que agora transita das praças municipais diretamente para as escolas da região, mantendo viva a sensibilização ambiental junto dos mais jovens.
Com a passagem do testemunho para o Município de Matosinhos, a Associação de Municípios (composta também por Valongo e Maia) prepara-se para uma década de investimento continuado. O objetivo mantém-se firme: a despoluição e valorização de um território que serve cerca de meio milhão de pessoas, unindo a preservação ecológica ao desenvolvimento cultural e social do Norte do país, conclui.
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