O concelho minhotou prepara-se para viver cinco dias de intensa animação, entre 7 e 11 de outubro. O certame, considerado o evento-âncora da Rota das Colheitas, aposta na valorização do mundo rural, destacando novas iniciativas e o processo de certificação do tradicional Arroz de Pica-no-Chão.
Vila Verde volta a vestir-se a rigor para celebrar as suas raízes, saberes e sabores com mais uma edição da Festa das Colheitas. Com um programa recheado que contabiliza 41 atividades distintas ao longo de cinco dias, o evento assume-se como um verdadeiro hino à tradição agrícola, ao artesanato e à identidade cultural da região.
A apresentação oficial do evento foi conduzida pela presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Júlia Rodrigues Fernandes, que destacou a importância fulcral da iniciativa para a economia local e para a promoção do território. O certame conta com o envolvimento direto de mais de três dezenas de entidades parceiras, incluindo 23 unidades de alojamento local aderentes e 136 expositores dedicados à gastronomia, vinhos, fumeiro, doces, artesanato e alfaias agrícolas.
O programa arranca a 7 de outubro (quarta-feira), pelas 16:00, com a presença prevista do Ministro da Agricultura e do Mar. A abertura cultural estará a cargo da Fanfarra Municipal e do grupo Antíqua — jovens vilaverdenses recentemente distinguidos no Festival Nacional da Canção Rural —, seguindo-se a tradicional bênção das colheitas e a inauguração da mostra do saber e da tradição do ciclo do linho e do oleiro.
A edição deste ano traz duas grandes novidades ao programa oficial:
Concurso Gastronómico do Arroz de Pica-no-Chão à Moda de Vila Verde: Uma iniciativa promovida pela AmiBA, em parceria com a Aeva, que conta nesta fase com oito restaurantes aderentes. Este concurso serve de impulsionador para retomar o processo de certificação do prato típico, em articulação com o IPVC e a Associação Empresarial Vale do Homem.
Concurso de Ovinos da Raça Bordaleira: Pela primeira vez, o certame promove um concurso dedicado a raças autóctones (entre o Douriminho e o Churradomínio), juntando-se aos já habituais concursos pecuários e de raças avícolas.
No total, serão oito concursos distintos a decorrer ao longo dos dias de festa, premiando áreas como o artesanato, o mel, os doces típicos, a broa e o mundo agropecuário.
O programa aposta fortemente na vertente pedagógica e intergeracional, reservando os primeiros dias para a participação ativa das escolas, com horas do conto e ateliês práticos. As recriações históricas e de práticas ancestrais — como o magusto típico, a desfolhada minhota, a pisada de uvas e a tradicional Festa do Caldo (com 18 grupos folclóricos envolvidos) — constituem alguns dos pontos mais altos do evento.
No capítulo musical, o cartaz reúne nomes sonantes da música de raiz popular e tradicional, destacando-se o grupo vilaverdense Raízes (cabeça de cartaz do primeiro dia), as habituais desgarradas com dezenas de cantadores e tocadores em palco, e o 24.º Encontro de Tocadores de Concertinas, que encerra o certame no domingo, dia 11.
Com portas abertas para receber milhares de visitantes — oriundos de todo o país e também da vizinha Galiza —, a organização deixa o convite para que residentes e turistas visitem Vila Verde e desfrutem de uma experiência única de partilha, orgulho nas raízes e celebração do mundo rural.
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