Um ano depois da tragédia do elevador da Glória, em Lisboa, a justiça continua com o processo nas mãos, como sempre. É a consequência efectiva e maior de ser lenta e continuar anti-democrática, servida por actores que não sabem estar no palco da justiça. Por quem não é escrutinado…
Um País sem justiça é uma Nação sem Estado de Direito, porque não existe aplicabilidade das leis, em tempo útil.
´Portugal mostra que a impunidade se acercou do círculo/circo da justiça. A impunidade serve os poderosos e os mais fracos são penalizados.
Portugal evidencia uma falta de igualdade que tresanda a um País cheio de vícios e de “amigalhaços”, porque as leis existem, mas os direitos da maioria dos cidadãos, os mais débeis, não se cumprem.
As pessoas já estão descrentes do Estado e, principalmente, dos tribunais. Resta-lhes rezar e pôr umas velinhas a Sto. António, padroeiro de Lisboa.
Quando a justiça não é independente e forte, o poder deixa de ter escrutínio e o Estado de Direito está a esboroar-se…a destruir-se.
Impera a lei do mais forte e a violência aumenta. Os cidadãos desesperam e surgem, com força, os populismos…porque o povo quer segurança e pede mais justiça.
Passado 1 ano, o caso do elevador da Glória continua no abafo dos corredores da justiça. Já cheira a bafio, a compadrio, a gato escondido com rabo… uma justiça pôdre, fedorenta e inquinada.
A injustiça, com a que a Europa desespera, vai ser a gangrena desse espaço do clube das Nações.
Tomem a vista ao que se passa em El Salvador que passou de País com a maior taxa de homicídios do Mundo para a plataforma de zero mortos, depois de Bukele ter assumido o poder e mandado para o cárcere cerca de 50 mil criminosos que se dedicavam ao narcotráfico e a outras formas ilícitas de vida. Quer ele bem saber das Organizações dos Direitos Humanos. Pergunta esse Presidente e bem: “onde estiveram, durante os últimos 20 anos, em que, em cada ano, El Salvador registava 120 mil mortos/ano, essas Organizações?”.
A defesa da vida e dos bens dos cidadãos deve e tem de ser a preocupação maior de Governos e de Estados. Sem isso, ninguém pode viver descansado e feliz.
Por cá, com as receitas estafadas da esquerda radical, a que se aproveita da democracia para as fazer valer, depois de terem falhado por todo o lado em que o marxismo foi ou é a ideologia em vigor, os criminosos beneficiam da sua narrativa, enquanto quem cumpre é chancelado de fascista ou xenófobo quando toma posição. A mesma cantilena, a de sempre…
António Barreiros
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