A Direção da Associação de Futebol de Braga reuniu-se de emergência e anunciou, esta semana, a implementação de medidas rigorosas de segurança para travar o recente recrudescimento da violência nas competições distritais. Com a entrada em vigor agendada para o dia 15 de fevereiro, o plano inclui a classificação prévia do risco de cada jogo e a possibilidade de impor policiamento obrigatório ou jogos à porta fechada, numa estratégia coordenada com a GNR e a PSP para garantir a integridade física de todos os agentes desportivos.
O aumento objetivo de episódios de agressividade nos recintos desportivos e na sua envolvente social levou a Direção da AF Braga a uma análise profunda da situação. Em causa estão incidentes de “assinalável gravidade” que envolvem não só jogadores e equipas técnicas, mas também adeptos e terceiros, manchando o prestígio do futebol distrital, refere um comunicado daquela associação.
Para operacionalizar o combate à violência, a Associação oficializou a Comissão Distrital de Avaliação do Risco, Prevenção e Segurança nos Jogos. Este grupo de trabalho, que já realizou a sua primeira reunião, conta com a colaboração estratégica dos Comandos Distritais da GNR e da PSP, além dos Conselhos de Arbitragem e Disciplina.
A partir de agora, a Comissão terá a responsabilidade de:
Analisar e classificar cada jogo segundo critérios objetivos de risco.
Determinar medidas de prevenção reforçada.
Articular o policiamento obrigatório sempre que a disponibilidade das forças de segurança o permita e a situação o justifique.
Após o interregno das competições no fim-de-semana de 7 e 8 de fevereiro (devido à segunda volta das Eleições Presidenciais), o novo modelo de avaliação estará em pleno vigor. A partir de 15 de fevereiro, todos os jogos serão alvo de uma caracterização prévia de risco, refere.
A AF Braga foi categórica quanto às consequências para os clubes que não garantirem o civismo: as medidas disciplinares serão agravadas e o recurso a jogos à porta fechada será uma realidade imediata caso os comportamentos antidesportivos persistam. “Não aceitaremos que o futebol seja transformado num palco de violência, agressão e medo“, reforça o comunicado da instituição.
A fechar o pacote de medidas, a Associação intensifica a necessidade de um compromisso coletivo. O apelo estende-se a todos os agentes — atletas, treinadores e adeptos — para que assumam a responsabilidade de defender um ambiente saudável, sublinhando que a integridade física das pessoas e o bom nome das competições estão acima de qualquer resultado desportivo, conclui.
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