O Programa Acompanhar, promovido pelo Município de Vila Nova de Famalicão, já apoiou mais de 8500 crianças e jovens em risco de aprendizagem ao longo da última década. Com uma taxa de sucesso educativo de 98% registada no último ano letivo, a iniciativa — que combina capacitação emocional e inclusão social — encontra-se atualmente a apoiar 1012 alunos do concelho, reforçando o combate ao abandono escolar e a integração de novos públicos, como alunos migrantes.
No último ano letivo (2024/2025), a eficácia do programa foi posta à prova com o envolvimento de 838 alunos em ações de mentoria e tutoria de pares. Cada participante beneficiou de, pelo menos, 40 horas de capacitação focada na inclusão inteligente e no rendimento escolar, informa uma nota enviada à nossa redação.
Os resultados foram particularmente expressivos num grupo de 207 alunos identificados em situação de risco severo de abandono escolar. Entre estes, 105 apresentavam um histórico de pelo menos duas retenções, pertencendo maioritariamente a Cursos Profissionais ou Percursos Curriculares Alternativos. Apesar do cenário desafiante, a taxa de sucesso global fixou-se nos 98%, validando a metodologia de capacitação emocional aplicada no terreno.
Atualmente, no ciclo 2025/2026, o “Acompanhar” estende a sua proteção a 1012 crianças e jovens, com idades compreendidas entre os 6 e os 19 anos. A intervenção direta ocorre em sete estabelecimentos de ensino do concelho, contando com uma rede de parceiros recentemente alargada, pode ler-se.
Esta rede estratégica integra agora mais de 20 entidades, desde Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e cooperativas a associações juvenis e organismos públicos, permitindo uma resposta mais robusta às novas realidades do sistema educativo.
Na última reunião da Rede de Parceiros, realizada a 21 de janeiro na Casa do Território, o vereador da Educação, Pedro Oliveira, sublinhou a importância deste esforço coletivo. O autarca destacou que o programa é hoje essencial para lidar com fenómenos crescentes, como a integração de alunos migrantes e o apoio a estudantes com necessidades especiais.
Segundo o vereador, os indicadores de envolvimento escolar ao longo destes 10 anos oferecem “resultados concretos e consistentes“, que se traduzem em jovens não só mais escolarizados, mas também melhor integrados na comunidade famalicense, conclui.
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