A Comissão Política Concelhia do PAN (Pessoas-Animais-Natureza) submeteu formalmente uma recomendação ao executivo municipal, liderado por Mário Passos, com o objetivo de elevar Vila Nova de Famalicão ao estatuto de “Concelho Promotor da Biodiversidade”. A iniciativa recupera bandeiras históricas do partido, focando-se na abolição do uso de químicos em espaços públicos e na salvaguarda dos ecossistemas locais.
A proposta surge num momento estratégico, impulsionada pelo recente programa “Polinizadores em Ação”, que integra o Plano Nacional de Restauro da Natureza. O PAN pretende que o município assuma um compromisso direto com a meta europeia de inverter o declínio dos polinizadores até ao ano de 2030.
De acordo com a concelhia do partido, estas medidas não são novas no seu discurso político. O PAN recorda que, desde a sua fundação, tem defendido a transição para métodos de controlo de vegetação mais sustentáveis.
“Todas estas propostas estão totalmente alinhadas com aquilo que o PAN já tem vindo a defender”, refere a concelhia em comunicado.
O partido lembra ainda as reuniões realizadas anteriormente com várias Juntas de Freguesia para a apresentação do seu “Manifesto Livre de Herbicidas”, onde já propunha a substituição de pesticidas por alternativas biológicas ou mecânicas, garantindo assim a proteção das abelhas e de outros insetos essenciais.
Para além do controlo químico, o PAN Famalicão sublinha que a recomendação visa a conservação global das espécies e a resiliência do território. O documento destaca a urgência de preservar as zonas húmidas, ecossistemas vitais para o equilíbrio ambiental e para a saúde e bem-estar da população famalicense.
O partido argumenta que já existem práticas positivas e locais específicos no concelho onde o prado é mantido para proteção da biodiversidade, provando que é possível gerir o espaço público de forma diferente.
A porta-voz da concelhia, Catarina Rocha, reforça que a tecnologia e o conhecimento atual permitem dispensar o uso de químicos nocivos. A conclusão do partido é, por isso, um apelo à ação política abrangente: “A questão que se coloca é: por que não alargar esta prática a todo o concelho? Este é o desafio que deixamos!”, conclui a responsável.
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