O anti-ciclone dos Açores é quem, quando está no seu lugar certo, nos protege, regulando as investidas nortenhas das depressões que, e por este Inverno, se mostram em força e que nos têm fustigado.
Ele, por este tempo, deslocou-se, segundo os que sabem de climatologia. Ora, sem estar no sítio devido, não faz a barreira que é seu hábito fazer para travar os ímpectos medonhos, nefastos e de preocupação que, semana a semana nos batem à porta. Ele é vento, chuva, granizo, trovoada e frio.
O anti-ciclone dos Açores funciona, normalmente, desde que esteja no seu posicionado local, no Atlântico, ali para os lados dos Açores, como um escudo de protecção. Esse não permite que essas depressões, todas baptizadas com nomes próprios e de humanos, nos carreguem de cheias, destelhamentos, falta de electricidade, quedas de árvores, estradas intransitáveis, candeeiros e postes retorcidos, comunicações sem falas e outros estragos. Danos que arrumam com a esquadria urbana; produzem destruição nos campos, na ferrovia e noutros pontos e, ainda, determinam altos prejuízos na economia e na vida das populações.
Com a deslocação do anti-ciclone dos Açores, o que tem estado a acontecer, fica um corredor livre para que essas depressões nos abanem e circulem sem um travão… Assim, os chamados comboios das depressões que nos têm assolado, andam por aí com a maior facilidade, fustigando-nos com força e sem piedade.
O anti-ciclone dos Açores está, habitualmente, localizado a norte/noroeste da região em que costuma actuar…mas deslocou-se mais para sul, deixando a estrada livre para as depressões.
Um destes dias barafustei, brincando, com S. Pedro, pedindo-lhe tréguas. Afinal o causador disto tudo não é ele. S. Pedro na sua divina bondade não nos atolava de água – bem me parecia. O anti-ciclone, esse malandro, é que se deslocou e está a tramar-nos.
Mas fica uma réstia de esperança, a fazer fé pelos cientistas: “vai regressar à sua posição de influência quanto ao tempo, em Portugal Continental, a partir de meados de Fevereiro”, especificamente – vejam só – por altura do dia de S. Valentim, a 14 ou a 15 de Fevereiro. Haja S. Valentim, o Santo que espalha amores e une quem se ama. Que traga a bonança e dias melhores, com luz… a que une e ampara.
Texto: António Barreiros – Jornalista
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