De visita à maternidade do Hospital de Famalicão, a líder parlamentar da Iniciativa Liberal apoiou os alertas de Passos Coelho sobre a lentidão do Executivo e criticou a gestão da Saúde por “remendos”.
A líder parlamentar da Iniciativa Liberal (IL), Mariana Leitão, defendeu esta segunda-feira a urgência de o Governo avançar com reformas estruturais em áreas prioritárias como a Fiscalidade, a Segurança Social, o Estado e a Justiça. À margem de uma visita ao Hospital de São João, em Vila Nova de Famalicão, a dirigente liberal alinhou com os recados recentes do antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, acusando o Executivo de Luís Montenegro de se limitar a “gerir o dia a dia” em vez de preparar o país para os desafios do futuro.
Numa deslocação focada na natalidade e na saúde — nas vésperas do 47.º aniversário do Serviço Nacional de Saúde (SNS) —, Mariana Leitão começou por elogiar as condições da maternidade famalicense, apontando-a como um “exemplo de sucesso“.
A líder parlamentar aproveitou a ocasião para promover a proposta da IL de alargamento da licença parental até aos oito meses, paga a 100% caso seja partilhada de forma igual entre mãe e pai. Segundo a deputada, a medida visa garantir que os cidadãos possam ter filhos “sem terem de optar por ter qualidade de vida ou uma boa carreira profissional“.
No domínio da Saúde, Mariana Leitão lamentou os episódios recorrentes de encerramentos e tempos de espera nas urgências. Criticando a atuação do Governo por funcionar à base de “remendos“, a representante da IL apontou como causas de fundo a falta de autonomia das Unidades Locais de Saúde (ULS), os problemas de gestão e a fraca capacidade de retenção de profissionais, insistindo na necessidade de rever a Lei de Bases da Saúde.
Questionada sobre o desmobilizar da greve no INEM, considerou positivo o entendimento, mas alertou que acordos pontuais não resolvem os constrangimentos estruturais do setor.
Interrogada sobre a crise na colocação de alunos e os exames nacionais, Mariana Leitão recusou alinhar no pedido de comissão de inquérito ou em críticas diretas ao ministro da Educação, aguardando pelos esclarecimentos do Ministério. Contudo, não poupou o Partido Socialista, classificando as críticas do PS ao atual tutelar da pasta como “hipocrisia“, tendo em conta o histórico de resultados do PISA acumulado nos governos socialistas.
A líder da bancada da IL reiterou que o partido continuará a apresentar contributos nas reuniões com o Governo, mas avisou que a responsabilidade de corresponder à confiança dos portugueses cabe a Luís Montenegro, exigindo que o Primeiro-Ministro passe das palavras aos atos na concretização das reformas de que o país necessita.
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