Os políticos, principalmente os deputados, apresentam, aqui e ali, ideias brilhantes, como esta, dada à estampa, através dos órgãos de comunicação social, do líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias. Sucedeu-lhe A. Ventura com a mesma cantiga…
Propõe eles que, e até ao Verão, a Setembro mais propriamente, sejam abolidas portagens de algumas auto-estradas.
Dizem eles que as regiões mais afectadas pelos últimos temporais deveriam ser beneficiadas por essa suspensão.
Como se sabe, todo o tipo de propostas que tenham por base o cancelamento da liquidação de portagens acaba por onerar todo o cidadão, porque o governo terá de desviar verbas de outras rúbricas para cumprimento de contractos estabelecidos, pagando às concessionárias que são 100% privadas.
Os políticos – alguns – gostam muito de usar palavras, discursos e narrativas que toquem a opinião pública que, e na sua maioria, por desfasada das realidades, pensa que se trata de uma grande ideia. É ao contrário. Todos teremos de pagar.
Até porque, as concessionárias das auto-estradas pagam ao Estado IVA e IRC, portanto valores que são receitas, como outras, para continuarmos, enquanto ciadadãos a usufruir dos serviços essenciais (se bem ou mal não cabe essa avaliação neste texto), como ensino, saúde, segurança pública, além de outras missões básicas.
Há políticos da oposição que deviam saber quais as implicações que acarreta determinar essa abolição, as das portagens, como é o presente caso, o de Eurico Brilhante Dias e de André Ventura.
Este e outros gostam de brilhar e de se apresentarem como defensores do povo, mas as suas propostas não têm bases e caem por terra. Não são exequíveis.
Se Brilhante Dias ou A. Ventura tivesse vindo dizer que os combustíveis, a electricidade e as comunicações móveis teriam de baixar, pelo menos os chamados impostos indirectos que se colam a cada uma dessas áreas, estaríamos perante uma brilhantes ideia.
Há certos brilhantismos que bem poderiam ficar na escuridão das gavetas porque não passam de falsas “bocas”, de promessas e de pura demagogia…
Texto: António Barreiros
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