Parlamentares socialistas reúnem com empresa de transportes e logística no âmbito da preparação do Orçamento do Estado para 2027 e analisam também constrangimentos fiscais na exportação.
Os deputados do Partido Socialista (PS) eleitos pelo círculo eleitoral de Braga reuniram-se com a administração da FEMA – Transportes Express & Logistics para avaliar o impacto direto da subida dos preços dos combustíveis na atividade empresarial e no custo de vida das famílias. A iniciativa insere-se num ciclo de contactos com o tecido económico regional em vésperas da discussão do Orçamento do Estado para 2027.
Durante o encontro, os parlamentares procuraram recolher dados concretos junto do setor dos transportes e da logística para perceber como a subida continuada dos custos de contexto se repercute ao longo de toda a cadeia de distribuição até ao consumidor final.
A direção da FEMA alertou para o peso substancial que a fatura energética representa na estrutura de custos das empresas de transporte, sublinhando que a reduzida margem para absorver estes aumentos força a sua transmissão aos clientes. A empresa destacou, ainda, que aquele cenário agrava a perda de competitividade, sobretudo no mercado internacional, onde os operadores nacionais enfrentam a concorrência direta de empresas estrangeiras sujeitas a quadros fiscais e operacionais distintos.
Para além do fator combustível, a reunião serviu para a FEMA expor um constrangimento fiscal afeto à logística de exportação. Em causa está a aplicação do IVA a mercadorias produzidas em Portugal que, antes da expedição faseada para mercados externos, ficam temporariamente armazenadas em território nacional. Segundo a empresa, a atual moldura fiscal pode desincentivar o uso dos armazéns portugueses em favor de plataformas logísticas noutros pontos da Europa.
Os deputados do PS comprometeram-se a analisar tecnicamente a matéria do enquadramento do IVA e a levar as preocupações recolhidas para o debate na Assembleia da República. O objetivo passa por aferir medidas que aliviem os custos da atividade económica, protejam as empresas e salvaguardem o poder de compra das famílias.
A comitiva socialista de Braga reiterou que continuará a auscultar o tecido empresarial e as instituições do distrito para aproximar as políticas fiscais, energéticas e económicas nacionais à realidade vivida no território.
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