Périplo de três dias vai percorrer várias entidades e empresas nacionais para debater financiamento europeu, barreiras regulatórias e o futuro investimento no setor a partir de 2028.
O eurodeputado social-democrata Hélder Sousa Silva realiza, entre 21 e 23 de setembro, uma visita de trabalho a unidades industriais, centros de engenharia, universidades e polos de incubação tecnológica de norte a sul do país. A iniciativa surge no âmbito do trabalho desenvolvido nas comissões da Segurança e Defesa e dos Orçamentos do Parlamento Europeu, com o objetivo de aproximar as instituições europeias do ecossistema nacional de defesa e espaço.
Durante o périplo de três dias, que arranca na Área Metropolitana de Lisboa e passa pelo Grande Porto e por Coimbra, o eurodeputado vai avaliar no terreno de que forma os instrumentos europeus de apoio à indústria — tais como o Fundo Europeu de Defesa, o EDIP, o SAFE, os programas espaciais da União Europeia e o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) — estão a ter impacto no tecido empresarial português.
Em cima da mesa estarão, também, os grandes desafios operacionais e regulatórios enfrentados pelas empresas nacionais, designadamente as barreiras regulatórias, a fragmentação do mercado europeu e a necessidade de simplificar as regras de acesso aos programas de financiamento comunitários. As discussões abrandarão ainda o próximo Quadro Financeiro Plurianual, atualmente em negociação, que definirá o volume e as regras do investimento europeu para a defesa e o espaço a partir de 2028.
Hélder Sousa Silva destaca o potencial estratégico do país nestes setores, lembrando que “Portugal tem empresas com participação em consórcios europeus de defesa, uma significativa capacidade instalada de conceção e operação de satélites, e inúmeras competências reconhecidas em áreas como os sistemas autónomos, os materiais compósitos avançados, a observação da Terra, a vigilância espacial e o software crítico“.
O social-democrata alerta, contudo, que uma grande parcela deste tecido económico é composta por pequenas e médias empresas (PME). Para estas entidades, a integração em consórcios transnacionais e uma relação de proximidade com as instituições europeias serão determinantes para garantir o acesso continuado aos fundos da União.
“O que se faz hoje em Portugal nestas áreas tem qualidade europeia e merece ser conhecido em Bruxelas“, afirma o eurodeputado, sublinhando que o objetivo central da visita é “levar o Parlamento Europeu até às empresas portuguesas e vice-versa, de modo a garantir que as decisões que tomamos em Bruxelas sobre o orçamento e sobre a indústria de defesa têm em conta quem produz, investiga e cria emprego qualificado no nosso país“.
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